Um anúncio publicitário para a estação de rádio de Chicago, WJPC 95 AM, contou com a participação de Michael Jackson e o seu papagaio de estimação Ricky.
Muhammad Ali, Redd Foxx (com Tom Joyner segurando o microfone - e sendo nocauteado por ele), os Commodores, Don Cornelius anfitrião do Soul Train, e Slappy White, também participaram no anúncio, que foi ao ar na TV local de Chicago em 2 de Maio de 1979.
A WJPC era propriedade da Johnson Publishing Company, que lançou revistas Jet e Ebony.
Fonte: The Museum of Classic Chicago Television - FuzzyMemories.tv
Um dos meus melhores dias de sempre, foi filmando o nosso vídeo Why com o nosso tio Michael. Tantas vezes nós fomos espectadores, mas desta vez éramos participantes. E nós nos divertimos.
O seu amor e desejo de ajudar a moldar-nos em homens fortes e bem sucedidos, era tão real. A sua paixão e empenho para nos ajudar a alcançar os nossos objectivos foi de uma grande entrega. Algumas das muitas razões pelas quais ele é o melhor tio de sempre.
-TJ Jackson
Fonte: UK loves MJ
Tradução: Espaço Michael Jackson
Para saber mais sobre a colaboração de Michael na canção Why clique aqui
Em 1982 Donna Summer gravou uma versão da canção “State of Independence”. O coro ficou a cargo de Michael Jackson, Lionel Richie, Stevie Wonder, Brenda Russell, James Ingram, Dionne Warwick e Kenny Loggins, entre outros.
Assista ao vídeo das cenas de bastidores da gravação da canção "State of Independence", onde Michael Jackson contribuiu com vocais de apoio.
Quarto no "1880 Union Hotel", em Los Alamos no Condado de Santa Bárbara, onde Michael Jackson e Paul McCartney filmaram uma parte do vídeo da música "Say Say Say".
"Say Say Say", um dueto entre Paul McCartney e Michael Jackson, lançada em 1983 no álbum "Pipes of Peace" de Paul McCartney.
No vídeo de música, Paul McCartney e Michael Jackson desempenham "Mac e Jack", dois vigaristas que vendem uma "poção milagrosa". Paul oferece a Michael a poção, garantindo-lhe que lhe dará a força de um touro bravo. Michael bebe a poção e desafia um homem forte para um braço de ferro.
A multidão assiste, sem saber que o homem, juntamente com Linda, também estão dentro do esquema. Após Michael ganhar a falsa competição, as pessoas apressam-se a comprar a poção. Depois, Mac e Jack, dirigem-se ao orfanato, onde doam todo o dinheiro ganho com o golpe.
Ao passarem diante de um hotel veem na porta uma placa onde diz, "New acts wanted" [Procura-se novos actos], de imediato trocam a placa do camião para "Mac and Jack Vaudville show" [Mac e Jack espectáculos de variedades]
Depois de se instalarem no hotel [1880 Union Hotel], Paul e Michael protagonizam um espectáculos de variedades, cantando e dançando. No palco, aparecem vestidos de palhaço e rapidamente passam por uma série de mudanças de roupa. Michael flerta com uma jovem mulher [La Toya, sua irmã na vida real]. Quando os agentes da polícia aparecem no local, Mac rapidamente dá origem a um pequeno incêndio no palco e Linda grita "fogo!", permitindo assim, que eles escapem através dos bastidores.
"Behind The Mask", originalmente uma faixa instrumental de música electrónica, da banda japonesa Yellow Magic Orchestra, da autoria do membro Ryuichi Sakamoto, produzida em 1978 para um comercial de um relógio da Seiko.
Mais tarde, em 1979 foi lançada como parte do álbum “Solid State Survivor” da Yellow Magic Orchestra, com letra em Inglês adicionada por Chris Mosdell .
Numa viagem ao Japão, Quincy Jones ouviu a canção e mostrou a Michael, pensando que iria encaixar no álbum que eles estavam produzindo. Depois de ouvir "Behind The Mask", Michael concordou e contactou o grupo para pedir permissão para adicionar letra e música na faixa, transformando a música de um techno clássico numa banda sonora dance-funk.
Chris Mosdell diz que escreveu a letra de "Behind the Mask", baseado no imaginário de uma máscara tradicional japonesa de Noh, combinado com o poema "The Mask", do poeta irlandês W.B. Yeats. Falava sobre algo muito impessoal, sociedade controlada socialmente, um futuro da era da tecnológica e a máscara representava essa imobilidade de estado emotivo. “Quando Michael Jackson pegou nela, fez dela uma canção de amor, de certa forma, sobre uma mulher", disse Mosdell. "Foi uma premissa completamente diferente para mim, mas hei, é Michael Jackson. Deixei que ele o fizesse", disse ele.
Originalmente concebida para o álbum Thriller, teria sido deixada de fora por causa de uma disputa de direitos de autor.
Chris Mosdell concordou em dividir igualmente a parte dos direitos de autor com Michael e Sakamoto. Mas isso aparentemente não se coadunava com a gestão da Yellow Magic Orchestra. Devido ao desacordo, a canção foi retirada do álbum 'Thriller'".
A versão de Michael Jackson actualizada, foi finalmente lançado em 2010 no álbum póstumo “Michael”. Desta vez, o equívoco dos direitos de autor correu bem.
A versão de Michael foi também gravada e por vários artistas, incluindo Greg Phillinganes, Eric Clapton , e Ryuichi Sakamoto (como artista a solo), entre outros.
Após o desmembramento da Yellow Magic Orchestra, em 1983, o ex-teclista da banda e autor da música, Ryuichi Sakamoto, regravou em 1987 com letras adicionais de Michael Jackson e os vocais de Bernard Fowler
Greg Phillinganes, teclista e director musical de Michael, gravou em 1985 no álbum Pulse.
Eric Clapton gravou em 1986 no seu álbum de estúdio August, lançada como single em 1987.
Fontes de Pesquisa: america.pink / books. google.pt / You Tube
A estrela de Riverdance, Michael Flatley, estava em conversações com Michael Jackson sobre fazerem um show juntos quando o Rei da Pop morreu.
O dançarino irlandês-americano disse que ele e Michael consideraram representar uma dança e música espectacular, antes da morte de Michael.
Multi-milionário Michael Flatley, disse: "Uma vez ele veio à minha casa, ele tinha acabado de completar 50 anos, Michael e eu nascemos no mesmo ano. Eu disse, 'Por que não fazemos algo juntos e chamávamos-lhe 50/50'.
"Estávamos tão perto de isso acontecer e isso partiu-me o coração. Teria sido um sonho. Michael era um artista tão grande."
Os dois dançarinos encontraram-se pela primeira vez durante a HIStory World Tour de Michael em 1996 e permaneceram em contacto desde então. Em 2008, logo após Michael completar 50 anos, durante a sua estadia na Irlanda, ele visitou Flatley na sua casa.
Michael Jackson queria aprender a sapatear. Cerca de 10 anos atrás, ele pediu a Debbie Allen para o ajudar a encontrar um grande professor de sapateado. "Quando me pediram para encontrar o melhor professor de sapateado, seleccionei Paul Kennedy. Eu sabia que Paul seria discreto. Michael e Paul vieram à minha casa, onde eu tinha um estúdio", relembra Allen.
"Eu tive em alta consideração que Michael iria treinar e trabalhar fora dos seus próprios padrões, mas nada estava fora dos seus padrões. Foi uma grande jornada criativa vê-lo desenvolver-se. Michael era bom. Ele era do mesmo mundo de Sammy Davis e poderia aprender tudo. O meu chão ainda tem as suas marcas. Eu cuidei do pequeno Prince [filho mais velho de Jackson] durante as aulas e nós muitas vezes íamos à cozinha e comer pão de milho. Michael era um fã de Fred Astaire e Astaire um fã de Michael. era admiração mútua. Não era surpresa que ele fosse tão bem sucedido ", diz Allen.
As aulas eram realizadas durante a noite, normalmente uma ou duas vezes por semana, durante algum tempo até que a agenda de Michael ficou muito complicada. De acordo com Allen, a mãe de Jackson, Katherine trazia-o para a Broadway para ver os seus shows, "Sweet Charity" e "West Side Story" e ela lembra-se de Janet também assistir.
Katherine apoiava a Broadway e fez com que os seus filhos vissem muitos shows. Quando Paul Kennedy ficou doente e não podia mais comparecer às aulas com Jackson, Kennedy telefonou a Dormeshia Sumbry-Edwards para lhe dizer que Jackson estava à procura de um professor / coreógrafo de sapateado e encorajou-a para a entrevista.
Sumbry-Edwards, é uma consumada dançarina de sapateado que treinou no estúdio do Kennedy e foi a única mulher dançarina de sapateado no musical de Savion Glover de "Bring In 'Da Noise, Bring in' Da Funk. " Ela é considerada uma das melhores dançarinos do mundo e muitos a classificam no topo.
Jackson fez voar Sumbry-Edwards para Paris, França, para a entrevista em 1997. Michael tinha muitas perguntas: "Você pode dançar como o Nicholas Brothers ou Fred Astaire? quão rápido você pode mover os seus pés?" Michael deitou-se de bruços com a cabeça muito perto de seus pés e disse: "Como consegue todos aqueles os sons? Faça isso de novo o mais rápido que puder. Você pode me ensinar como fazer isso.?" lembra Sumbry-Edwards
Sumbry-Edwards não sabia se tinha conseguido o trabalho até dois anos depois. Você pode imaginar a surpresa quando ela pegou o telefone em sua casa e Jackson estava na linha. "Qual é a situação?" Perguntou ele antes de a convidar para trabalhar com ele. Ela explicou que estava concluindo "Noise / Funk" (1999) e grávida. Ele pediu-lhe para voltar a contacta-lo depois de estar livre, quando ela estivesse pronta. Em poucos meses, ela estava.
"Dormeshia, és excelente. Honestamente - Michael Jackson "
"Nós trabalhamos a qualquer hora e em qualquer lugar" "em Los Angeles algumas vezes, mas principalmente em Las Vegas todo fim de semana", diz Sumbry-Edwards. Ela apanhava um voo sexta-feira à noite, trabalhava sábado e domingo, depois viajava de volta para Nova York no domingo à noite. Isso durou por cerca de dois meses. Eles também trabalharam aqui e ali entre Vegas, Los Angeles e West Palm Beach, Florida. "enquanto estávamos no estúdio, éramos apenas os dois e eu pude conhece-lo como pessoa ", diz Sumbry-Edwards." Ele estava bem consciente de tudo: as questões do mundo, religião, família, e tudo o que se passava fora do entretenimento. Ele era um homem e pai com um óptimo relacionamento com seus filhos".
Após o 11 de Setembro, Jackson ligou a Sumbry-Edwards e ofereceu-se para trazer toda a sua família para a Califórnia por duas semanas enquanto eles trabalhavam. (Sumbry-Edwards é casada com o dançarino de sapateado Omar Edwards e trabalham no Harlem Tap Studio. Eles têm dois filhos, Jeremias e Ebony. que está atualmente em "Billy Elliot"). Eles tinham uma agenda variada, mas a sua família desfrutou do tempo na Califórnia , em West Palm Beach, Flórida e na casa do Rancho. "Michael convidava-nos para jantar e enquanto o jantar estava a ser preparado os nossos filhos brincavam com seus filhos antes das nossas sessões."
Jackson estava ocupado fazendo muitas coisas e quando eles trabalhavam era normalmente cerca de quatro horas por dia. "Michael sabe exactamente o que ele quer", diz Sumbry-Edwards. "Na maioria das vezes era sem música, mas uma vez ele pôs a tocou uma música que a Janet tinha gravado e disse que era a sua favorita. Ele disse que gostava da sensação e queria fazer algo com esse sentimento", lembra Sumbry-Edwards. "O que você vê aqui?" Sumbry-Edwards, lembra Jackson perguntando quando ele precisava da sua ajuda coreográfica. "Ele fazia o apoio e deixava-me criar", diz Sumbry-Edwards. "Ele fazia algumas mudanças e depois, eu fazia o passo a passo com as mudanças. Ele era um perfeccionista e em quatro horas podíamos trabalhar quatro compassos. Ele não seguia em frente até estar completamente confortável com um movimento. Dessa forma, ele assumia a matéria e fazia disso uma parte de si mesmo. ele a polia antes de continuar. Eu vi a paixão em seu trabalho, muito intenso. "
"Às vezes, [filho mais novo de Jackson] Blanket aparecia no estúdio. Durante os últimos dois anos, eles trabalharam em Las Vegas num estúdio em sua casa. Uma vez em que nós dois estávamos meio perdidos e Blanket estava junto à porta rindo. Tivemos um momento especial com isso. era encantador tê-lo lá. Michael amava sapateado. Ele amava os Nicholas Brothers e Fred Astaire. Era claro sobre o que ele queria. Amava ritmo. Ele sentava-se e assistia."
Sapatos de sapateado usados por Michael Jackson durante a preparação de This Is It.
Jackson trabalhou para aprender sapateado. Ele teve dois anos de técnica antes de fazer alguma coisa. Aprendeu o ABC do sapateado: exercícios de arraste, paddle and roll, cramp roll, pull backs, draw backs, clean time steps, ambos fizeram todo o básico. Na maioria das vezes Sumbry-Edwards chegava ao estúdio cedo, colocava os seus sapatos e fazia exercícios de aquecimento enquanto espera por ele. Quando Jackson entrava, ele não a interrompia, mas sentava-se e observava. Quando ela terminava, ele dizia: "Uau! Esses ritmos são formidáveis" e às vezes gostava de incorporar as suas improvisações no que eles estavam fazendo.
Sumbry-Edwards considera Jackson um dos maiores artistas do mundo. "Michael tem inspirado dançarinos ao longo de décadas ", diz Sumbry-Edwards." Em 2009, ainda há aspirantes a artistas que estão estudando Michael ". A última vez que Sumbry- Edwards trabalhou com ele foi em Setembro de 2008.
Embora muitos não saibam disso, Michael Jackson amava sapateado.
Os compositores de Sonic 3 dizem que Michael Jackson, de facto trabalhou na banda sonora do jogo.
Será que o lendário artista da música Michael Jackson, contribuiu para a banda sonora de Sonic the Hedgehog 3? Essa questão tem sido algo que ninguém foi capaz de responder com certeza absoluta. No entanto, um novo artigo pode finalmente esclarecer a situação.
O Huffington Post recorreu a vários compositores que estiveram envolvidos com o Sonic 3. Brad Buxer, Doug Grigsby III, e Cirocco Jones, todos alegaram de que Jackson, de facto trabalhou com eles na música do jogo. Não só isso, mas os três homens também dizem que essas músicas terminaram no final do jogo.
A Sega afirma que nunca trabalhou com Jackson em Sonic 3, e "não está em posição para responder" às perguntas sobre as alegações em contrário. "Não temos nada a comentar sobre o caso", disse a empresa.
Mas os homens que a Sega creditou como escritores da música dizem o contrário. Seis homens - Brad Buxer, Bobby Brooks, Doug Grigsby III, Darryl Ross, Geoff Grace e Cirocco Jones - estão creditados como compositores na listagem no fim do jogo do Sonic 3. Buxer, Grigsby e Jones disseram ao The Huffington Post que Jackson trabalhou com eles na banda sonora para Sonic 3 -. E que a música que eles criaram com Jackson acabou no produto final.
"Eu nunca joguei o jogo, então não sei quais as faixas feitas por Michael e por mim, que os desenvolvedores mantiveram, mas compusemos músicas para o jogo.
Michael chamou-me na época para o ajudar nesse projecto, e foi o que fiz. E se ele não foi creditado por ter composto a música, é porque ele não estava feliz com o som que vinha da consola. Naquela época, as consolas de jogos não permitiam uma óptima reprodução do som, e Michael achou isso frustrante. Ele não queria ser associado a um produto que desvalorizasse a sua música".
Mary Vogt - Figurinista de Men In Black II, fala sobre a sua experiência de trabalho com Michael Jackson, que teve uma pequena aparição no filme.
"Ele tinha um trailer, um Starwaggon normal, nada de especial. Tinha um guarda de segurança, e ele sabia que eu estava vindo - era só eu, porque nós não queríamos apinhar o seu trailer com muita gente, por isso era só eu, e a sua roupa, e o guarda de segurança deixou-me entrar. E ele estava lá, em calças de algodão e um robe, e sabe como eles têm aquelas pequenas cozinhas nessas autocaravanas? Ele estava à mesa, fazendo sanduíches! E estavam lá as duas crianças, seus filhos, eles estavam a pintar. Era como a mais perfeita cena de uma família normal que se possa imaginar.
Nunca pensei que os seus filhos estariam lá, porque ele estava a trabalhar. E nunca esperei que ele fosse fazer-lhes os sanduíches! Eu estava à espera de algo, acho que, um pouco mais elaborado! Ou um pouco mais bizarro ...? E ele era tipo, "Oh, olá! - Oh, você tem o meu fato? "E ele era como," Oh, eu vou vesti-lo!", e então ele foi para a parte de trás do trailer e vestiu-o.
Eu tinha pré-prendido a gravata, sabe, com velcro na parte de trás, bem ele provavelmente usava em palco roupas que já estão pré-equipadas, e assim ... estava tudo bem. Ele disse que queria ficar com as roupas, e eu disse: "Tudo bem!" Tenho a certeza que toda gente esperava isso ...
Foi muito interessante porque ele estava realmente tranquilo, mais preocupado com o almoço das crianças do que qualquer outra coisa. Veio um telefonema à cerca de música, uma chamada de negócios, e ele de repente, mudou completamente. Ele era uma pessoa muito eficiente, sabe, voz eficiente e era só todo negócios, como um corretor da bolsa de Wall Street ou algo assim. Você poderia realmente ver como ele era, um homem de negócios. Foi muito interessante ... .Os roupas eram muito simples, eram feitos sob medida, e fizemos um milhão delas. Mas o facto de que ele era tão agradável, e assim, sabe, despretensioso, o que é interessante ... ele era simplesmente uma pessoa muito agradável! Fazendo sanduíches para os seus filhos."
Fonte: frocktalk.com
Tradução: Espaço Michael Jackson
Há uns anos atrás, ouvi a canção "Black or White" de Michael Jackson no rádio do meu carro. Quando chegou ao rap ("See, it's not about races, just places, faces, where your blood comes from is where your space is, etc...") percebi que eu não tinha ideia de quem tinha feito o rap na canção. Depois de pesquisar, vi que foi creditado para alguém chamado LTB, que de acordo com o que eu podia ver on-line, não tinha feito nada antes ou depois de ter soltando esse verso.
Um amigo meu, com quem eu comentei isso, enviou um e-mail ao produtor da canção, Bill Bottrell, que também estava creditado como a escritor da letra do rap, e pediu-lhe mais informações sobre o LTB.
Bottrell respondeu no mesmo dia e forneceu um endereço do Gmail que ele disse pertencer a LTB Enviei uma mensagem para o endereço pedindo uma entrevista, mas nunca recebi uma resposta.
O mistério do L.T.B. alojou-se no meu cérebro durante alguns anos, vindo-me à cabeça sempre que eu ouvia a canção. Cada vez que cruzava o meu caminho, eu procurava novamente na internet para tentar descobrir quem era o misterioso rapper, mas nunca consegui encontrar nada. Apesar do facto de ele ter feito rap numa canção que foi número um em mais de 20 países, com um vídeo musical que bateu recordes ao ser assistido por 500 milhões de pessoas na sua primeira transmissão em 1991, a presença de LTB na internet aparece apenas na lista de pessoal para "Black or White" e não foi resolvido nos tópicos Yahoo Respostas, perguntando quem ele é.
Então, na semana passada, depois de ouvir a canção novamente, pensei fo**-se, e decidi tentar entrar em contacto com Bottrell novamente para lhe perguntar se ele falava comigo sobre o rap. "Eu posso fazer isso", respondeu-me ele por e-mail. "Não é uma longa história."
Quando falei com Bottrell por telefone no dia seguinte, ele admitiu que na verdade foi ele que tinha efectuado o rap, usando o nome de LTB como um pseudónimo. Ele explicou que quando o meu amigo lhe enviou o e-mail, ele deu-nos outro endereço de e-mail seu, com a intenção de fingir ser outra pessoa chamada LTB, para nos tramar. "Eu estava a criar um estratagema", explicou ele, mas tinha desistido quando percebeu que provavelmente iria falhar. "Acho que há muitas pessoas que já conhecem e a piada não teria funcionado muito bem", disse ele.
A história de como Bottrell se tornou, de certa forma, um dos rappers mais populares dos anos 90 começou porque "Black or White", uma canção que ele tinha co-escrito e estava a produzir com Michael, tinha um grande vazio no meio. "Após os primeiros dias a trabalhar nela, nós tínhamos o núcleo da canção, os versos, o coro, e Michael cantou no início ," disse-me ele. "Tínhamos um grande vazio na parte do meio, isso permaneceu em nossas mentes por muitos meses."
Jackson, no entanto, insistiu que usassem a gravação do Bottrell, algo que o produtor me disse que não estava totalmente confortável. "Eu sou compositor e produtor musical", disse ele. "Eu não sou um rapper, e não tinha a intenção de ser um sujeito branco cantando rap lá."
Mas Jackson insistiu, possivelmente, pensa Bottrell, porque ele é branco e não um rapper. "O fato de que eu sou branco e fiz esse tipo de rap para o conteúdo da canção. Então, em sua mente tudo se encaixou."
Então Bottrell concordou, mas ainda não totalmente confortável com isso, decidiu que queria usar um pseudónimo. Ele surgiu com L.T.B. como uma referência para o show Leave It to Beaver. "É um garoto suburbano branco, eu estou a gozar comigo mesmo", disse ele.
A fé de Jackson no seu rap acabou por ser bem colocada. Depois da canção vender milhões de cópias e passar sete semanas no top das paradas dos EUA, Bottrell diz que o seu empresário começou a receber telefonemas pedindo que o LTB fizesse um álbum completo.
Embora eu tenha estado confuso com o mistério do rap em "Black or White" durante anos, Bottrell disse-me que ele tinha de facto revelado publicamente antes, que ele era o LTB. Foi numa entrevista de 2001 com a Sound on Sound, uma publicação que se descreve como a "a primeira revista do mundo de música de tecnologia de gravação." Mas, Bottrell disse que a revelação passou despercebida, devido à natureza técnica da publicação.
Eu não sou nenhum especialista em música, mas não consigo pensar num exemplo anterior de uma grande estrela pop tendo um rapper convidado a entrar na sua canção, para um verso de cerca de dois terços da faixa (algo que se tornou bastante omnipresente hoje, sobre tudo, desde "Umbrella" de Rihanna até "Beauty and a Beat" de Justin Bieber). Perguntei a Bottrell se ele foi a primeira pessoa a fazer isso, e ele disse que embora ele nunca tivesse pensado nisso antes, não lhe ocorria uma canção em que alguém tenha feito isso antes dele.
Ele também explicou que quando a canção foi lançada, teve que fazer uma versão editada com o rap cortado, porque as estações de rádio dominantes não tinham políticas de rap e não iriam tocar a música de outra forma. "Eu acredito que esta gravação pode ter aberto algumas portas", explicou ele. "É sempre um processo, certo? Eu acho que isso mudou muito rapidamente, ao longo dos dois anos seguintes."
Quando sugeri que isso pode significar que Bottrell poderia ser, sem perceber, um dos rappers mais influentes de todos os tempos, ele parou-me com uma risada. "Pare." disse ele. "Não. Não vá por ai."
Bill Bottrell
O rap, com Macaulay Culkin sincronizado os lábios aparece aos 04:37.
Fonte em Inglês: Vice.com
Tradução: Espaço Michael Jackson
Michael e o guitarrista Dave Navarro actuando no Apollo Theater em 2002
Quanto a outros projectos musicais, você teve um grupo muito diversificado de pessoas com quem trabalhou e você tocou com Michael Jackson, por exemplo, chegou a tocar com ele, não é verdade? Dave Navarro:Sim, isso foi bastante surpreendente. Eu vou contar: Eu recebi um telefonema da equipa de Michael Jackson e ele queria que eu actuasse com ele para a DNC [Convenção Nacional Democrata] aqui em Nova York, no Teatro Apollo, para o presidente Clinton. É claro que eu agarrei a chance de fazer isso!
Literalmente veio do nada e foi uma experiência incrível. Ele foi provavelmente, um dos mais amáveis, dos artistas mais humildes que eu já conheci, e eu trabalhei com muitos. Ele era tão humilde, muito grato e reconhecido e continuava a agradecer-me por eu fazer isto, como se eu estivesse a fazer um grande favor para ele. Eu tive a chance de ver a sua ética de trabalho e observar o perfeccionista que ele era.
Então, foi apenas um show, certo? Dave Navarro:Foi apenas uma vez. Fizemos um ensaio em Los Angeles, que foi incrível. Era o tipo de coisa que você pode imaginar seria deixado para os coreógrafos e depois Michael só aparecia na noite, mas não foi assim.
Há um momento que eu deveria fazer um solo de guitarra, e ele queria que parecesse que eu estava perdido no momento e continuando a tocar e ele estava tentando fazer-me parar, mas eu ignorava-o e continuei... mas ele era muito sincero e gentil e era do género: "Ok, eu chego e vou tocar-te e tu vais pensar que eu quero que parares, mas eu quero que continues. É que isso faz parte do show". Ele estava a explicar-me, ele estava tentando explicar: "Eu não quero entrar no teu espaço, estou a fazer isso para o show." E eu era tipo: "Sim, eu entendo, não há problema." Então isso foi extraordinário.
Fonte: gothamist.com
Tradução: Espaço Michael Jackson
Podemos não reconhecer o rosto, mas nunca vamos esquecer as pernas. Longas esbeltas e deliciosas, elas pertencem à modelo Lisa Dean, que trabalhou com Michael Jackson no vídeo 'Dirty Diana'. Ele queria a mulher com o mais sexy, escaldante, par de pernas de sonho do mundo, para promover seu single de sucesso. E o que o Sr. Jackson quer - ele consegue.
Então, mais de 200 top models mostraram as suas pernas em audições secretas para o cobiçado papel de 'Dirty Diana'. Depois foram finalmente reduzidas para 20 tentadoras beldades, e em seguida, Michael viu-as em vídeo. Quando ele viu as encantadoras pernas da Lisa ele gritou:
"É ela! É a Dirty Diana. Não quero ver mais nenhumas pernas. É isso, encontrei-a!"
-Por Lisa Dean
"Quando fui chamada para uma audição,disseram-me que Michael não estava apenas procurando as melhores pernas. Ele disse que eu tinha que ser uma vadia sexy - Dirty Diana tinha de ser a mais malvada, a mais sexy, maliciosa, a mulher mais elegante e linda de morrer, alguma vez vista na tela."
"No começo, eu não tinha certeza de que eu poderia sair-me tão bem, mas dei o meu melhor. Quando vi pela primeira vez o vídeo acabado, fiquei surpreendida com o quão sexy eu parecia. Eles tinham-me apertado na saia mais justa e mais curta possível - era inferior a 12 polegadas de comprimento. Eu não usava meias, e estava oscilando em altos, saltos altos."
"No início, fiquei chateada que todas as pessoas estavam a ver era as minhas pernas. Não é óptimo! Finalmente estou a trabalhar com Michael Jackson. Vou ser vista por milhões de pessoas em todo o mundo, e ninguém vai reconhecer-me. Foi muito decepcionante, mas o director do vídeo disse-me que era melhor manter o mistério do rosto por trás das pernas e deixar as pessoas a perguntar. E ele estava certo. Seguiu-se tanto interesse e muitas oportunidades."
Lisa Dean faleceu em Dezembro de 2009, aos 50 anos de idade
Há trinta anos atrás foi gravado por um grupo de crianças, entre elas Alyssa Milano, Drew Barrymore e Fergie, uma segunda versão de We Are The World.
Children Of The World Project (Projecto crianças do mundo), foi ideia da personalidade de rádio Sonny Melendrez e foi produzida por George Duke, que trabalhou com Michael Jackson no álbum Off The Wall.
Michael sempre preferiu esta versão à da USA For Africa, ele sempre sentiu que a música foi feita para ser cantada por crianças.
Citação de Michael no seu livro Moonwalk
"... Desde que foi escrita, eu tinha pensado que a canção deveria ser cantada por crianças. Quando finalmente ouvi crianças cantando na versão do produtor George Duke, eu quase chorei. É a melhor versão que eu já ouvi."
Sonny Melendrez, conta como nasceu o projecto
No momento em que o meu rádio despertador tocou numa manhã de Março de 1985, fui acordado pela voz pura de uma criança cantando as palavras: "We are the world. We are the children." (Nós somos o mundo. Nós somos as crianças) No meu estado grogue, eu me lembro de pensar para mim mesmo, que gostaria de ter pensado nesta ideia óbvia: uma versão infantil do hino em todo o mundo - We Are The World.
Então, quando ganhei consciência, eu percebi que a "criança" que eu tinha ouvido era de facto, Michael Jackson e que eu estava ouvindo era a gravação original.
Saltei da cama e liguei ao meu produtor. Naquela tarde, no meu programa de rádio KMGG, eu compartilhei minha visão de reunir as crianças mais talentosos de Los Angeles e dar-lhes a oportunidade de fazerem a sua parte para o fundo de caridade criado para beneficiar os famintos na Etiópia - USA For Africa. A resposta foi impressionante para dizer o mínimo, com centenas de pais e filhos ligando e querendo fazer parte da ideia.
O projeto "The Children of the World" nasceu
Depois de várias semanas e com a ajuda de inúmeros voluntários, incluindo meu amigo e profissional de entretenimento, Roger Neal, tínhamos feito mais de 1500 audições a crianças em vários locais em todo o sul da Califórnia. Fizemos todo o esforço para que cada criança, com idades entre 5 a 17, se sentisse especial sobre o que, e por que, eles estavam fazendo testes. Todos receberam um certificado e uma t-shirt comemorativa da sua participação.
Entrei em contacto com o premiado produtor, George Duke e perguntei se ele se juntava a nós. Ele não só aceitou, como trouxe também músicos lendários para tocar na faixa, entre eles, Stanley Clarke, Phillip Bailey, e Journey Steve Smith.
Depois de chamar pessoalmente cada um dos 50 que foram escolhidos (e você pode imaginar as suas reacções entusiastas), sob a direcção musical de Martha Woodhull, o coro, então, passou várias semanas ensaiando suas partes.
Além dessas vozes incrivelmente talentosos, nós adicionamos um outro grupo de estrelas infantis com o entendimento de que todos seriam tratados igualmente, independentemente do seu nome ou créditos. Esta tinha sido a mesma política adotada pelo elenco original de We Are The World. Este grupo incluía, Drew Barrymore, Danielle Brisebois, Alyssa Milano, Danny Pintauro, e outros.
Sonny Melendrez e Fergie
Então, em 27 de Abril de 1985, um dos melhores coros infantis reunido, entrou no Westlake Studios em Hollywood e gravou "a versão do infantil" de We Are The World.
Cada nota também foi filmada para um vídeo da canção. Eu não conseguia parar de pensar nas mais de 1400 crianças que não tinham feito parte do grupo e sugeri que parte do vídeo incluissem todos eles. Foi acordado que terminaríamos as filmagens no Griffith Park de Los Angeles, onde todas as crianças imagináveis do mundo foram representadas por centenas de jovens cantores, incluindo aqueles que eram cegos, surdos ou qualquer outra deficiência. Queríamos mostrar que, quando se trata de dar, não existem barreiras. Toda a gente pode participar.
Tenha em mente que a nossa produção em estúdio e em locações, para não mencionar o incontável de horas de planeamento, teria custado centenas de milhares de dólares. No entanto, cada necessidade foi preenchida por doações, equipamentos, e dezenas de especialistas do sector da produção.
É, até hoje, o meu maior orgulho beneficente e empenho profissional.
No ano seguinte, fomos notificados de que a nossa versão da canção foi nomeada para um Grammy. Através do poder do rádio (antes da internet) e os milhares de esforço de cuidar, dar e amar os seres humanos, as palavras que Michael Jackson, deu ao mundo - "Somos aqueles que fazem um dia mais brilhante, então vamos começar a dar "ganhou nova vida nova e sentido através de The Children of the World (As Crianças do Mundo).
Eles não só ajudaram os seus irmãos e irmãs famintos, eles também prestaram uma homenagem especial à "criança do mundo" - Michael Jackson.
Projeto The Children of the World - We Are The World
Nota manuscrita por Michael para a sua assistente Candy datada de 05 de Março de 1985.
''Por favor Candy.
''Emergência'' por favor encontre o sujeito que tocou guitarra no disco ''Dance Floor'' para a banda "Zapp". Os créditos do álbum vão dizer-lhe o seu nome. Não importa onde ele está. M.J. Encontre-o!''
Michael procurava o guitarrista Roger Troutman que tocou na canção "Dance Floor" dos Zapp, e que acabou por participar no álbum Bad. Embora a participação de Roger Troutman não seja creditada em nenhuma faixa especifica do álbum Bad, o seu nome consta na lista de agradecimentos no folheto do álbum Bad.
Folheto do álbum BAD
"Michael Jackson chamou-me para trabalhar no álbum Bad. Ele disse que estava impressionado com minha canção 'The Dance Floor' e gostou do som da guitarra. Eu fui para sua casa e trabalhei com ele. Toda gente ficava dizendo para tomar cuidado e não o aborrecer, mas eu apenas agi como eu mesmo", disse Roger Troutman.
No álbum "zapp v", lançado em 1989, Roger tinha nos seus agradecimentos no encarte do álbum, a seguinte mensagem para Michael Jackson:
"Agradeço também a Michael Jackson por dar a tantos de nós essa esperança continuada, e por ser sempre essa brilhante estrela luminosa; e obrigado por me ter permitido o grande privilégio de visitar a sua casa e estúdio. Obrigado, Michael, também por honrar a minha música, colocando-o no seu "bad" álbum Bad".
Fontes de pesquisa: coverlib.com , lacienegasmiled e forums.stevehoffman
No concerto Royal Brunei, durante a canção 'I Just Can't Stop Loving You', vejam a cara deMichael ao minuto 1,30quando ele pensa que MarvaHickscantou uma parte que era dele, na verdade ela não cantou, eMichaelsorri em1,40quando ele percebe isso.
Na mesma canção, 'I Just Can't Stop Loving You', a música foi prolongada por mais tempo do que o habitual.
Era suposto a música ter parado ao minuto 4.50 quando a luz do palco baixa, Marva deixava o palco e Michael seguia para "She's Out Of My life". Mas a música não parou e Marva continuou cantando. Michael foi apanhado de surpresa (reparem na cara de Michael).
Ao minuto 4.58 podemos ouvir Michael ‘cantando’ para o diretor musical Brad Buxer:
”Brad, what you gonna do?what you gonna do?” (Brad, o que vais fazer? O que vais fazer?)
Michael Jackson - Royal Brunei - I Just Can't Stop Loving You
Michael era muito espiritual, e conduzia sempre a sua banda em oração antes
de cada show. Eu cheguei tarde da maquiagem, para um show, e a oração estava a
terminar. Vendo a minha decepção, Michael puxou-me de lado, e oramos apenas ele
e eu. Ele era assim, gentil carinhoso e atencioso. Era uma alma bonita.
Em 6 de Junho de 1990, produtor e músico Teddy Riley era suposto estar na festa de aniversário do seu amigo e companheiro de banda, em vez disso, passou a noite no Soundworks Studio na 23rd Avenue in Queens, a trabalhar tópicos para ninguém menos que o Rei do Pop, Michael Jackson.
"Eu disse (ao grupo) que tinha muito trabalho a fazer", lembra Riley. "Michael era a minha prioridade. Eu ia para a Califórnia para me encontrar com ele em breve, e ele queria que eu levasse o meu melhor trabalho."
Foi uma decisão fortuita.
Mais tarde, naquela mesma noite, Riley descobriu que alguém tinha sido baleado na pista de dança na festa que ele tinha dispensado, ele ficou abalado. Com apenas 23 anos, a violência e a morte já se tinham tornado um tema recorrente na sua vida. No mesmo ano, seu meio-irmão e o melhor amigo ambos tinham sido assassinados.
Riley ficou impressionado ao saber o título da faixa de Michael: "Blood on the Dance Floor" [Sangue na pista de dança]
"Ele sabia do que se tratava mesmo antes de eu lhe contar o que aconteceu naquela noite."
O ritmo da canção em que Riley trabalhou naquela noite era agressivo, sinistro, ameaçador. Mas não tinha letra, título ou melodia.
No sábado seguinte, ele estava a caminho do Rancho Neverland para se encontrar com Michael. Riley estava nervoso. Michael já tinha experimentado algumas pessoas para substituir o lendário produtor Quincy Jones, incluindo LA Reid, Babyface e Bryan Loren. Ninguém ficou.
Michael Jackson tinha grandes expectativas para Teddy Riley, cujo estilo New Jack Swing inspirado nas ruas, fundia brilhantemente jazz, gospel, R & B e hip hop. Na verdade, talvez a sua maior conquista foi a criação de uma ponte que liga o R & B e hip hop, uma ponte que Michael estava tentando encontrar desde Bad.
Michael ouviu atentamente as fitas que Riley trouxe e imediatamente gostou do que ouviu. As músicas utilizavam acordes diferentes ao qual ele estava acostumado. Os ritmos eram frescos e inquietos. As batidas abriam com velocidade e atingiam como um martelo.
Entre as várias faixas que Michael ouviu naquele dia, estava a que Riley criou na noite da festa. Michael não tinha ideia do contexto. "Ele não sabia nada sobre isso", lembra Riley. "Eu nunca lhe disse nada sobre isso."
Duas semanas mais tarde, no entanto, Riley disse que ficou impressionado ao saber que Michael escolheu o título para o tema. "Blood on the Dance Floor" Riley ficou arrepiado. "Foi como se ele tivesse profetizado essa canção. Ele sentiu a sua atmosfera ".
Nos meses seguintes, Michael e Riley começaram a trabalhar numa variedade de faixas, às vezes separados, outras vezes juntos no Larrabee Studios em Los Angeles. "Lembro-me que ele voltou com esta melodia, 'Blood on the dance floor, blood on the dance floor." Eu pensei Uau! Ele surgiu com esta letra e harmonias. Então nós começamos a construi-la, camada por camada.
Riley usou uma máquina de ritmos de bateria antiga (a MPC 3000) para as batidas. O tambor é comprimido para que o som salte como uma pequena explosão ("Eu quero-o seco e no teu rosto," costumava dizer Michael). Era um som que é utilizado ao longo de Dangerous. "Ouça ‘Remember the Time’ ", disse Riley. "É muito similar."
Em última análise, porém, "Blood on the Dance Floor" não foi incluída em Dangerous. “Não estava completamente acabado", disse Riley. "Faltavam ainda algumas partes vocais. Michael adorava a música, mas ao ouvi-la, disse: 'Eu gosto do que fizeste aqui, mas ainda precisamos disto aqui. "Ele era um perfeccionista."
Como as sessões de Dangerous continuavam, outras faixas começaram a ter prioridade, incluindo "Remember the Time" e "In The Closet". Michael não voltou a trabalhar em "Blood on the Dance Floor" até quase sete anos depois. Estávamos em Janeiro de 1997. Michael estava no meio de sua HIStory World Tour e decidiu visitar Montreux, na Suíça, durante um intervalo entre a primeira e a segunda parte da turné (segundo informações da imprensa , enquanto ele estava lá, ele também tentou comprar a casa de seu ídolo de longa data, Charlie Chaplin).
Aqui, no Mountain Studio, Michael trabalhou na antiga demo. "Levamos a DAT de Teddy (fita de áudio digital), e trabalhamos nela com uma equipe de quatro pessoas", lembra o músico Brad Buxer. A multi-faixa completa, projetada e misturada pelo engenheiro Mick Guzauski, foi modelada muito semelhante à última versão que Michael e Teddy gravaram.
"Quando a ouvi acabada, desejei ter sido eu a completa-la”, lembra Riley. "Mas Michael sabe o que quer, e estava contente com ela."
Era de certa forma uma incomum música de dança. Como "Billie Jean", o seu tema era sombrio e perturbador (neste caso, uma narrativa sobre ser esfaqueado nas costas, no lugar menos esperado, a pista de dança). Os vocais curtos e ásperos de Michael evocam um sensação de mau agouro, enquanto a tela electro-industrial evoca um ambiente urbano moderno. Ainda assim, a canção não é de todo sombria. A batida partia dos altifalantes como um chicote e o gancho é irresistível.
Michael disse a Teddy que acreditava que a música ia ser um "smash" [um sucesso estrondoso]. "Ele explicou assim: Um hit é uma canção que permanece nas paradas por uma semana ou duas. Um smash é uma música que permanece lá por seis semanas ", disse Riley. "Ele sentiu que 'Blood on the Dance Floor" era um ‘smash’.”
"Blood on the Dance Floor" foi lançado em 21 de Março de 1997. Estranhamente, a canção não foi promovida como single nos Estados Unidos.
Riley disse que Michael não se importou neste caso. "Ele imaginou que as pessoas na América iriam encontrá-lo, se realmente o quisessem. Ele não estava preocupado com isso." No entanto, a nível global, a canção prosperou, alcançando o Top Ten em 15 países e alcançando o número 1 em 3 (incluindo o Reino Unido).
Foi também material para fazer remixes e muitas vezes tocado em clubes e coreografias. Deixado de lado pelos dois grandes álbuns de estúdio de Michael daquela década, "Blood" tornou-se ironicamente, uma das canções com ritmo mais durável dos anos 90.
Quinze anos depois, o que torna a canção única? Perguntei a Riley. "Foi apenas um som direto, agressivo para Michael. Ele sempre buscou algo mais forte. Mas o que é realmente surpreendente é como ele premeditou a energia da canção. Ele sabia do que se tratava, mesmo antes de eu lhe contar o que aconteceu naquela noite. Eu nunca testemunhei nada nem ninguém tão poderoso quanto Michael. "
A canção “Don't Let A Woman (Make A Fool Out Of You)” do álbum Synapse Gap (Mundo Total), lançado em 1982 por Joe “King” Carrasco, conta com a participação de Michael Jackson nos vocais de apoio.
Michael estava também no Studio 55, em 5555 Melrose, a fazer a mistura do álbum "The Jacksons Live!", quando Joe o convidou para cantar os vocais de fundo nessa canção, e Michael concordou prontamente.
Michael uma vez apareceu para o ensaio vestindo um par de meias incompatíveis. Quando lhe perguntei sobre isso, ele explicou que ele se vestiu com pressa. No dia seguinte, no ensaio, ele fez questão de me mostrar as suas meias. Entusiasticamente apontando para seus pés, ele disse: "Olha, Sid". Olhei para baixo respondendo: "Sim, Michael, eles combinam entre si, mas elas não combinam com nada mais que você tem!"
Michael tinha um senso de humor infantil. Enquanto estávamos no estúdio a gravar o nosso dueto "I Just Can't Stop Loving You", ele começou a jogar pipoca na minha cara, num esforço para me levar a fazer asneira. O produtor Quincy Jones, não vendo isso, começou a castigar-me por os erros. Michael, por sua vez, simplesmente, rachava de rir! Amo-te MJ.
Uma noite, enquanto no palco, cantando o nosso dueto "I Just Não pode Stop Loving You", eu acidentalmente cantei a parte de Michael. Então quando chegou a hora de ele cantar, ele deu-me um olhar do tipo "WTF?" (que porcaria é esta?)
Depois de Michael ter aprovado a demo da canção "Man In The Mirror", Quincy pediu-me para vir ao estúdio para gravar uma nova guia vocal em chave menor. Michael entrou e pessoalmente filmou toda a sessão. Totalmente surreal! Mas, podem imaginar que outras cenas raras estão armazenadas nos seus cofres?
Quando lhe perguntei porquê, [ele filmou] ele comentou: "porque eu amo a tua energia e a maneira como a cantas, e eu quero cantá-la assim como tu." Eu disse, "Sim, isso mesmo, Mike, os meus amigos vão mesmo acreditar em mim quando eu lhes disser que Michael Jackson disse, que ELE quer cantar como e EU."
Nós estávamos na Roménia, no "Dangerous World Tour". Em certa altura do show, toda a música parava, e todos no palco paralisavam. Uma noite, eu paralisei flexionada no quadril com o meu traseiro no ar. O que eu não sabia, é que Michael estava atrás de mim e me deu uma boa palmada no traseiro. Eu fiquei como que saltando de uma caixa surpresa! Ele sabia que eu não estava à espera disso. O olhar de susto no meu rosto era impagável, enquanto ele riu e dançou à distância. A seguir quando o vi, ele me perguntou como eu me sentia sobre isso. A minha resposta? "Por que você não usou as duas mãos?" ahahaha!
Um dia Michael estava brincando com seu animal de estimação a Python "Muscles ", e perguntou se eu queria segurá-la. Eu disse: "chile", quando eu olho para aquela cobra, tudo que vejo é bolsas e sapatos ". Michael apressou-se a tirar a cobra para longe de mim.
Eu sempre fui movida pelo facto de que Michael, apesar de toda a sua fama e sucesso, continuou a manter um espírito e comportamento humilde. Sempre que estávamos juntos no estúdio, ele sempre me fez sentir que ele poderia aprender tanto de mim como eu poderia aprender com ele.
Naomi diz que adorou fazer a cena da mulher que está atrás de Michael Jackson.
"Vês este homem dirigindo-se, tu o queres e vais buscá-lo. Tu o queres e vais fazer tudo o que puderes para deixar esse homem louco. Trata-se de ser sensual, ansioso e fazê-lo".
Michael foi co-diretor do vídeo junto com o fotógrafo de moda Herb Ritts.
(Herb gritava para Naomi, "Vá lá Naomi, toca nele! toca nele!")
Dirigir a Naomi para ser sexy não era um problema.
"Eu gosto de tocar nas pessoas o tempo todo. Quer dizer, eu tive que ir um pouco mais longe, mas eu gosto de ser assim ".
Naomi diz que nunca se tinha encontrado com Michael antes de ir a esse lugar no deserto da Califórnia, mas ela tinha ouvido que devia acautelar-se com ele e ela adiantou-se.
"Eu ouvi dizer que Michael era um brincalhão, por isso, antes que ele me pregasse uma partida eu queria apanha-lo. Então, um dia nós terminamos de gravar e eu saquei uma pistola de água (risos) e joguei sobre ele. Na verdade, foi difícil esconder isso debaixo da minha saia, porque, eu não tenho certeza se já viram, mas a minha saia é muito curta, então... mas eu apanhei-o. Escondi-a bem. "
Naomi é agora um dos modelos mais procurados no mundo, mas antes ela era como milhões de mulheres, um fã de Michael Jackson, e ela diz que trabalhar com ele não mudou isso.
"Para mim, ele é uma pessoa maravilhosa, por dentro e por fora. Ele era cada coisa que eu pensei que ele seria, ou até mais".