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03/05/2018

Introdução da canção History (2)



"Falando sobre a faixa título, HIStory, há uma coisa especial sobre isso para alguns de nós.

A pedido de Michael, Matt Forger, outro engenheiro que trabalhou em várias partes do projecto, reuniu uma colagem auditiva de todos nós recitando várias datas famosas no tempo. Um a um, ele nos apanhava com o seu gravador portátil e nos dava duas ou três linhas... 

Eu terei que ouvir a gravação para me lembrar quais eram as minhas linhas, mas quando ouvirem essas vozes, elas foram faladas por todas as pessoas que trabalharam no álbum. Então, devo dizer que é uma honra ouvir minha própria voz em um disco de Michael Jackson, junto com muitos outros que trabalharam no projecto."

-John Van Nest, engenheiro de som


Clique aqui para saber mais sobre a introdução da canção History.




Fonte: en.michaeljackson.ru/in-the-recording-studio
Tradução: Espaço Michael Jackson


08/02/2018

Michael Jackson e Darren Hayes



Texto publicado por Darren Hayes em Maio de 2010

Para os fãs de Michael Jackson, esta será uma história inédita do meu ‘quase’ encontro com o Rei da Pop e o quanto ele me inspirou.

Quem é fã das minhas composições sabe que 'Insatiable' foi co-escrita e produzida por Walter Afanasieff. O que poucas pessoas sabem é que eu só escrevi essa música por inspiração após ouvir uma música escrita por Walter e por Alan Thicke para Michael Jackson em 1999 chamada Fall Again.

Essa é a história:

Quando eu estava gravando o álbum 'Affirmation' do Savage Garden em São Francisco, com Walter em 1999, ele tocou uma demo da música Fall Again – na época a voz era ainda de Robin Thicke. Ambos iriam enviar a música para Michael Jackson incluir no projecto do álbum 'Invincible'.

Eu fiquei embasbacado porque tudo tudo o que eu ouvia na música remetia ao jeito do Michael. Na época, Walter disse-me que não tinha a certeza se Michael estaria interessado, mas como fã eu tive um pressentimento que quando MJ a ouvisse, teria a mesma sensação que eu tive. Fez-me lembrar a exuberância das canções clássicas de Michael como Human Nature.
Eu sabia que MJ não hesitaria.

Efectivamente a música chegou a Michael, ele adorou e concordou gravar uma demo. Mas havia um pequeno problema: a única data em que Michael estava disponível era uma que Walter tinha reservado comigo para as gravações dos vocais do álbum Affirmation do Savage Garden.

Walter decidiu que gravaria ambas as sessões e assim, voamos para Nova York.

Eu gravei no período da manhã nos Estúdios da Sony e à tarde ele gravara com Michael Jackson no The Hit Factory que fica, literalmente, do outro lado da rua.

A versão postada aqui no artigo é a única que Michael já cantou. Num único take. Ele não teve sequer tempo para aprender  a canção correctamente (mas que trabalho incrível ele conseguiu fazer!).

No dia em que gravou com Michael, Walter voltou à minha sessão nos Estúdios da Sony, cerca de duas horas depois, radiante como nunca. Ele falou muito bem de Michael, sobre a sua voz, sua educação e seu talento. O que me tocou mais, foi quando ele falou dos filhos de Michael (Prince e Paris). Walter disse-me que eles estavam na sessão e que Michael tinha colocado um monitor no estúdio de gravação para que ele pudesse ver as crianças brincando com a ama em outra sala enquanto ele estava cantando. A sessão foi interrompida porque as crianças estavam um pouco doentes e Michael sendo um bom pai queria cuidar delas. Ele evidentemente desculpou-se e deixou a sessão  após um único um take.

Eu não tinha ouvido a versão de Michael até que foi lançada anos depois (apesar de Walter saber que eu era um grande fã, ele respeitava a confidencialidade de MJ e nunca tocou a música para mim). Mas eu lembrava-me da sensação e da magia da música, desde a primeira vez que ouvi o vocal do Robin Thicke, e então, quando chegou a hora de eu gravar o meu primeiro álbum a solo, pedi a Walter para tentarmos escrever uma canção com a mesma energia. Foi assim que escrevemos 'Insatiable'.

É incrível ouvir a versão demo de Michael 'Fall Again' tantos anos depois e estar maravilhado com a sua arte. Michael é a razão pela qual eu me tornei artista. (tendo visto a sua turnê 'Bad' em 1987 e sabendo nesse instante, que actuar era o que eu queria fazer para o resto da minha vida). Escutando os seus álbuns aprendi a cantar. Tenho orgulho que anos mais tarde na minha carreira, tenha muita inspiração dele no meu trabalho. E embora ele não esteja mais entre nós, eu gosto de pensar que a pequena faísca que acendeu em mim como um artista, faz parte de seu legado.

Desculpem se isto foi longo e eufórico, mas sei que há fãs de Michael que apreciariam a história e eu sempre quis dizer isto. E hoje eu o fiz.


Michael Jackson - Fall Again


Darren Hayes - Insatiable


Twitter.com/darrenhayes
Tradução: Espaço Michael Jackson



21/01/2018

The Jacksons "Do The Fonze"


Tirado do segundo episódio do show de variedades de "The Jacksons", exibido na CBS em 23 de Junho de 1976.

Michael, Jackie, Tito, Marlon, Randy, Rebbie, Latoya e Janet Jackson, interpretam uma música chamada "Do The Fonze".








06/12/2017

Michael Jackson óculos de History



Para o vídeo promocional de "History" de Michael Jackson, filmado em Budapeste, foram personalizados dois pares de óculos Ray-Ban, modelo Wayfarer, uns com banho de cromo, e outros em dourado, incluindo lentes. Os dourados não foram utilizados nas filmagens.



Fonte: julienslive.com

05/12/2017

Foto inédita de SCREAM - Vencedores do concurso

''Blood on the Dance Floor''


Foto inédita, publicada hoje no site oficial de Michael Jackson, com a seguinte legenda:

"Em Setembro, prometemos uma foto exclusiva do arquivo do Espólio para o território que encomendasse a maioria de cópias do SCREAM. Os Estados Unidos ganharam esse concurso. Durante as próximas doze horas, esta foto só está disponível para ser visualizada por fãs nos Estados Unidos. Aproveite a sua "primeira espreitadela!"


21/11/2017

O espólio de Michael Jackson entrou com pedido de registo de marca para o nome "Neverland Ranch"


O espólio de Michael Jackson entrou com um pedido de registo de marca para a frase "Neverland Ranch" para uma série de serviços de entretenimento, incluindo um museu.

Executivos da Triumph International, empresa que administra os bens imóveis da propriedade de Michael Jackson, apresentaram um pedido no Serviço de Patentes e Marcas dos EUA em 30 de Outubro (17) para "Neverland Ranch" - o nome da grande propriedade do falecido Rei da Pop, na Califórnia.

No pedido, eles listam uma série de serviços de entretenimento com os quais pretendem usar a marca registada, incluindo "operar museu e fornecer visitas guiadas ao museu" e "desempenhos musicais não-descarregáveis, vídeos musicais, clipes de filmes, fotografias e outros materiais multimédia com música e / ou representações visuais de Michael Jackson ".

Uma fonte próxima da propriedade disse à The Blast que um museu tem sido discutido há algum tempo e eles estão simplesmente começando o processo de obter um nome antes de avançar com quaisquer planos possíveis.

O actual Neverland Ranch, que é co-propriedade do espólio MJ e de uma empresa de capital privado, não está sendo considerado como o local do museu, mas elementos do design do rancho serão incorporados no projecto.

Outros serviços de entretenimento listados no pedido de Neverland Ranch incluem "uma série contínua com música e dança", "entretenimento na natureza de uma série de drama de televisão contínua", bem como uma série de comédia e programa de televisão, "serviços de publicação de revistas", serviços de fã clube, serviços educacionais, como cursos e workshops, e instalações recreativas, como exposições de arte e escolas de dança.


Fonte: music-news.com

23/09/2017

Exposição: O impacto de Michael Jackson sobre a arte

Andy Warhol, 1984, retrato de Michael Jackson, que será exibido na exposição de Londres

Michael Jackson será o tema de uma exposição na National Portrait Gallery, sobre a sua influência na arte.

Quase 10 anos após sua morte, a galeria de Londres disse que a forma como ele inspirou artistas contemporâneos era "uma história incontestável".

"Michael Jackson: On the Wall" vai abrir no próximo verão para coincidir com o que teria sido o seu 60º aniversário. A exposição com itens emprestados de todo o mundo, será organizada pelo director da galeria, Nicholas Cullinan.

Enquanto o legado de Michael Jackson na música, vídeo, dança e moda foi celebrado, a sua influência na arte não foi, disse a galeria. Haverá mais de 40 artistas, incluindo Andy Warhol, o primeiro a retratar Jackson em 1984, Maggi Hambling, Gary Hume, David LaChapelle e Grayson Perry.

Novas obras também serão feitas para a exposição.

Cullinan disse: "Michael Jackson: On the Wall tem uma abordagem totalmente nova e bastante radical, explorando o impacto cultural de uma figura única através da arte contemporânea.


"Todos os artistas incluídos, apesar de terem vindo de diferentes gerações e partes do mundo, e empregando uma variedade de materiais, estão fascinados com o que Jackson representou e o que ele inventou.

"É raro que haja algo novo a dizer sobre alguém tão famoso, mas aqui é esse o caso. A exposição abre novos caminhos para a National Portrait Gallery no seu tema e na amplitude e perfil dos artistas que foram convidados a participar.

"Abrirá novas caminhos para pensar sobre arte e identidade, incentivar novos diálogos entre artistas e convidar pessoas interessadas em cultura popular e música para se envolverem com a arte contemporânea. Tal como o seu tema, esperamos que esta exposição seja inclusiva no recurso, intransigente na integridade artística e no processo, quebrar as barreiras ".

Michael Jackson: On the Wal está a ser produzida com a colaboração da Michael Jackson Estate .


• Michael Jackson: On the Wal irá decorrer de 28 de Junho a 21 de Outubro de 2018 na National Portrait Gallery


Fonte: theguardian



09/09/2017

O magnata Jack Ma encena Michael Jackson





O magnata mais rico da China, Jack Ma, presidente do Grupo Alibaba, subiu ao palco vestido como Michael Jackson e dançou "Dangerous", na gala da conferência anual da gigante do comércio electrónico.

No evento da Alibaba, o bilionário Jack Ma surge no palco montando uma Harley e surpreende ao expressar o estilo de dança de Michael Jackson.

Segundo o jornal chinês Sina, a sala estava animada com o "brincalhão" Jack Ma. A coreografia não é realmente profissional, estilo rígido... mas Ma criou uma novidade para a festa.



Fonte: news.zing.

27/05/2017

Quarto de Hotel dedicado a Michael Jackson


Dos 42 quartos temáticos do "Hotel Maison Boutique" em Vilaiete Persekutuan, kuala Lumpur, na Malásia, um deles é dedicado a Michael Jackson.

Carpete "Beat it"

Na parede, pode ler-se um trecho de 'Man In The Mirror' 

"If you wanna make the world a better place, take a look at yourself, and make a change"
[Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si e faça uma mudança].




Crédito: Oyster.com



19/04/2017

Russ Ragsdale recorda encontro com Michael Jackson


É difícil para mim acreditar que mais de 20 anos se passaram desde que eu conheci Michael Jackson. Foi em meados dos anos 1980, durante a gravação do álbum BAD. O projecto do álbum tinha começado, mas Michael estava em Nova York filmando o vídeo para "Bad", enquanto o álbum ainda estava em andamento no Westlake Studio. Eu conheci Bruce, depois veio Quincy. Logo depois conheci Michael, e nos dois anos seguintes arregaçamos as mangas da camisa e foi feito o álbum mais fantástico com que eu alguma vez estive envolvido, ainda até hoje... Não me dei conta até meses depois de terminar o álbum BAD, o quão grande pedaço de história que o álbum se tornaria e como seria abraçado em todo o mundo.

Um dos meus medos, era que eu sabia que chegaria um dia que seria apenas Michael e eu na mesma sala, frente a frente. Eu tinha ensaiado isso repetidamente no espelho; O que eu ia dizer a esse sujeito?. Bem, esse dia chegou e o que provavelmente foi segundos, pareceu ser um tempo muito longo. O catering tinha chegado ao estúdio e Michael e eu estávamos lá. Eu estava olhando para o chão e disse a mim mesmo: " Cá está, era disto que eu tinha medo. Eu vou ter que quebrar o gelo." Respirei fundo, levantei a cabeça para falar e zás, - Fui atingido com um punhado de milho! Eu pensei: "Oh, não, isso vai ser guerra". Peguei alguns pickles e joguei-os ao Michael, então ele jogou outra coisa e andámos nisso durante algum tempo. Rimos tanto, que durante as três semanas seguintes não podíamos olhar um para o outro sem rir! Que grande maneira de ele me fazer sentir à vontade.. Michael realmente tem um grande senso de humor; Ele simplesmente gosta de ver as pessoas agindo como os Os Três Estarolas e a atrapalharem-se todos.

Gostaria que houvesse mais pessoas no mundo exactamente como Michael Jackson. Ele é verdadeiramente um ser humano incrível.


-Russ Ragsdale - Engenheiro de som


Fonte: mjfa.forumotion.com
Tradução; Espaço Michael Jackson



03/04/2017

Manuscrito de Michael Jackson com frases de motivação


Nota manuscrita por Michael Jackson com citações de alguns escritores.

A maioria são do escritor e palestrante motivacional, Anthony Robbins. A nota é parte de um conjunto de 15 páginas de um caderno pessoal de Michael, a ser leiloado em Abril.



Tradução

" A qualidade da minha vida é a qualidade da minha comunicação.
O seu pior pesadelo é o maior sonho de alguém.
Nada na vida tem qualquer significado, excepto o significado que tu lhe dás.
Quando as coisas não estão funcionando, rompe os teus padrões. Muda a tua fisiologia para mudar a tua.... (ilegível)
Sem resistência não há crescimento. Um fisiculturista não cresce até atingir o ponto de fadiga, assim é a vida.
A repetição é a mãe da perícia.
Pensar é o processo de perguntar e responder a perguntas a ti mesmo. Se queres algo melhor na vida, uma resposta melhor à vida, faz perguntas melhores.
"




Fonte: Laura Messina no Grupo TRUTH 4 MJ
Tradução: Espaço Michael Jackson



01/04/2017

Uma dúvida...


Carlo Riley, imitador de Michael, publicou na sua página de Facebook, esta foto com sendo uma foto inédita de Michael no seu aniversário de 50 anos.

Pode até ser, mas eu não estou muito convencida... Michael fez 50 anos em 2008 e passou o dia com os filhos na casa de Palomino Lane em Las Vegas, conforme testemunho de fãs que passaram a tarde em frente à casa. Essa cozinha que aparece ai na foto, é muito diferente da cozinha da casa de Palomino Lane.

Cozinha da casa de Palomino Lane
 
Para mim essa foto é de 2007 e não de 2008. Comparem com esta outra foto de Michael, tirada em 2007 no aeroporto de Heathrow em Londres.






30/03/2017

Ascendência nativa americana de Michael Jackson



Nossos antepassados - ​​Por Joe Jackson

O nome Jackson foi recebido por nós de meu bisavô por parte do pai, July Gale. Ninguém o chamava July, todos o chamavam Jack. O avô Jack nasceu na tribo de Choctaw no início do século XIX. Ele era um xamã indígena. E era muito apreciado pelas suas habilidades para medicar. Jack, na sua juventude, também trabalhou como escuteiro no exército dos EUA.

Então o bisavô apaixonou-se por uma boa menina chamada Gina. Em 1838 eles deram à luz seu primeiro filho, um menino que eles chamaram de Israel. Infelizmente no passado era assim, se um dos pais da criança era escravo, a criança também era considerada escravo. Jack indígena, era "uma pessoa livre", mas a minha bisavó, infelizmente, era escrava, É por isso que Israel não podia esperar por qualquer outra coisa, pelo menos por enquanto.

Quando Israel cresceu, as pessoas o apelidaram de Nero. Nero, filho de Jack, e eventualmente a partir disso, transformou-se para Nero Jack-son [Jack-filho]. Assim como meu bisavô, Nero era alto e de pele clara, com maçãs do rosto altas e pequenos olhos cintilantes. E ele tinha muito orgulhoso de si mesmo. Nero ainda era um menino quando Jack começou a transferir-lhe o seu conhecimento xamã. Mas, apesar do seu dom para a medicina e apesar de ser necessário para a tribo, para a aflição de seus pais, Nero foi vendido para uma plantação em Luisiana, assim como outros escravos, Nero tinha que comer lá e então quando isso foi dito pelos donos - ajoelhado diante de uma vala da qual ele escavou com uma colher, logo Nero conseguiu escavar o suficiente e fugiu. O proprietário da plantação imediatamente enviou pessoas que procuraram durante toda a noite e pegaram o rápido escravo no rio, a muitos quilómetros de distância da plantação. Eles agrediram Nero de tal forma, que ele perdeu litros de sangue.

Quando alguns meses mais tarde, Nero finalmente se recuperou, o seu dono queria vendê-lo, mas os escravos que anteriormente tinham fugido, eram impossíveis de vender com o mesmo alto preço, então em vez disso, o proprietário de Nero decidiu forçá-lo a trabalhar o máximo possível. O meu avô foi atormentado em campos de algodão do Sul, preso nas mãos e pernas. Uma vez os grilhões foram-lhe removidos, e Nero teve novamente a ousadia de fugir. Desta vez, o proprietário da plantação dirigiu ele próprio o grupo de busca e estabeleceu um prémio para aquele que apanhasse Nero. Ele estava com medo de que outros escravos seguissem o seu exemplo se ele não o apanhasse. E quando ele realmente localizou Nero, ele pegou uma tenaz de chaminé aquecida e apertou o seu nariz com ela até que Nero caiu inanimado. Ele deixou o meu avô deitado no chão porque pensou que Nero estava morto. Mas ele era tão forte, que passou também por este castigo terrível! Mas as cicatrizes da queimadura permaneceram com ele até o fim de seus dias.

Durante o tempo que Nero viveu na plantação em Luisiana, ele teve 6 filhos nascidos de sua namorada. Mais tarde casou-se com uma indígena Chostaw - bem, ela era apenas 3/4 indígena - minha avó Emmaline. Provavelmente, a sua vida com a minha avó era uma espécie de refúgio contra as condições de trabalho terríveis, e aqueles que o haviam escravizado, só podiam ter inveja da harmonia do seu casamento e sua vida doméstica. Eles não precisavam de muito dinheiro para serem felizes porque se amavam. Emmaline era de Luisiana, ela era como a mãe dela, a cor de pele ligeiramente amarelada.

Quando o presidente Lincoln libertou os escravos em 31 de Maio de 1865, a situação de Nero melhorou. Por fim, ele poderia ganhar para ter uma vida adequadamente - vender os remédios indígenas . Com o tempo tornou-se famoso porque curou centenas de pessoas. Suas habilidades do feiticeiro tornaram-se amplamente conhecidas, e as pessoas vinham de longe para que ele as ajudasse.

O avô Nero levou uma vida simples e poupou tanto dinheiro, que ele e minha avó conseguiram ter uma fazenda em Sunnyvale em Missisippy. Ele pagou com dinheiro por 120 hectares de terra fértil. Lá Nero e Emmaline tiveram 15 filhos (e ao todo, Nero teve 21 filhos). Meu avô, minha avó e todo o seu enorme clã foram alimentados a partir deste terreno onde eles plantavam milho, tomates, outros vegetais, criavam galinhas, porcos e vacas.

Nero vagava frequentemente pela floresta para colectar gramíneas. De raízes e outras partes, ele fazia caldo, derramava em garrafas e dava para os pacientes beberem, ele fez também unguentos de várias gramíneas da floresta. Com essas coisas ele tratava os indígenas e os antigos escravos, e eles pagaram-lhe com o que podiam.

Nero também gostava de cantar e frequentemente executou antigas danças militares de Chostaw. Uma vez, sábado à noite o xerife e seu povo bloquearam com cordas a rua em que ele dançou, e tentaram prendê-lo por infracção de ordem pública, mas Nero sentiu o perigo. Ele pulou no cavalo, e elegantemente saltou através de um obstáculo e escapou. Depois disso, o xerife o deixou-o em paz.

Quando as crianças de Nero e Emmaline cresceram e criaram as suas próprias famílias, ele convidou os filhos de seu irmão mais novo William para a sua fazenda, entre eles também o meu primo sénior Rufus. Rufus, de certo modo disse-me, que deveria ter dada mais atenção às gramíneas com que o avô tratava as doenças. Mas ele ainda era uma criança e como muitas crianças, não pensou o quão valioso pode ser o conhecimento dos ancestrais.

Quando Rufus tinha 4 anos, a esposa de Nero morreu. Enquanto isso, Nero também se tornava velho e fraco, e como não podia cuidar da fazenda como antes, tinha que comprar algumas coisas de um homem branco chamado Eroy. Ele gastou pequenas quantias de dinheiro, mas o Eroy cuidadosamente conduziu as contas. Rufus ainda era uma criança; A única coisa, que ele notou é que Nero se tornou mais fraco. E isso fez com que Nero entregasse a Eroy, para que ele lhe guardasse, alguns papéis importantes para que pudesse guardá-los por ele. No final, Eroy conseguiu - como Rufus e eu pensámos mais tarde - documentos apropriados com sendo o dono da fazenda, supostamente como pagamentos de dívidas que Nero tinha para com ele.

Foi assim que a nossa família perdeu todos os direitos neste terreno fértil, onde cresceram centenas de pessegueiros e pereiras, que os meus parentes trataram cuidadosamente. Quando mais tarde Rufus e eu descobrimos que lá, debaixo do solo havia enormes campos petrolíferos, simplesmente perdemos o dom da fala, já que o aluguer pelo direito de perfuração já era de 1,2 milhões de dólares. Enquanto isso, o depósito deve custar pelo menos 100 milhões.

Nos últimos anos de sua vida, Nero viveu sozinho na fazenda, porque William e Rufus voltaram para casa. Ele morreu em 1924, muito antes do meu nascimento. Meu pai Samuel, vivia então em Arkansas, onde ele encontrou trabalho, ele descobriu sobre a morte do pai tarde demais e não poderia vir ao funeral. Meu tio Sam chegou de Oklahoma para participar dele, e outro filho do avô, o meu tio Esco também tinha chegado lá. Meu pai era o filho mais novo de Nero. Ele tinha uma irmã gémea Janey D. Hall.

Minha bisavó por parte da mãe - Mattie Daniel. Mattie nasceu em 1864. Sua mãe, deficiente, era a filha do plantador, o pai - o escravo em uma plantação de seu pai. Apesar dos protestos da mãe, Mattie foi vendida para outra família porque o plantador não gostou que seu pai fosse preto. Quando eu era jovem, a história de Mattie me fez pensar. Se eu tivesse filhos, pensei, não abaixaria os olhos deles e não permitiria que ninguém os tirasse de mim.
De qualquer forma, Mattie nunca poderia desfrutar de uma vida de sociedade, como sua mãe. Assim como Nero, meu bisavô por parte da mãe era o escravo recolhendo algodão. Mattie casou-se 2 vezes e teve 17 filhos.

Nero era uma pessoa respeitável devido a habilidades de curandeiro e também porque a ele possuía um terreno, que nesse tempo era incomum para o antigo escravo. Quanto às qualidades empresariais, o meu pai era como ele, ele também era respeitado, principalmente pela boa educação. Samuel estudou 9 anos no Colégio Alcorn no Mississipi e quando tinha 24 anos, ele já era Bacharel e Mestrado, que num limite de séculos era uma raridade para um jovem de minoria.
Samuel Jackson - Avô paterno de Michael

Após os exames finais, descobriu que, em Ashley Country, Arkansas, havia uma vaga para professor. Ele andou 200 km de Mississipi até lá, para participar na competição a esse lugar, e recebeu-o.

Anteriormente, numa província, na escola inicial e superior, apenas um professor ensinava. Professor Jackson como foi nomeado, tinha 2 colegiais especialmente inteligentes para quem ele desde o início tinha prestado atenção - as irmãs King. Uma delas, Chrystal - individualidade brilhante, com um sorriso deslumbrante e risada alta. Quando ela tinha 16 anos, ele casou com ela. Era a minha mãe.
Crystal Lee King Jackson - Avó paterna de Michael

Numa pequena cidade onde eu morava, todos amavam a minha família. Passávamos o nosso tempo livre em casa ou na igreja e visto que o pai era bem educado, os vizinhos o admiravam. E sempre tivemos amigos.


Memórias de Joseph Jackson, no livro intitulado Die Jacksons [Os Jacksons], publicado na Alemanha em 2004 e reeditado em 2009.



Fonte do texto: Jetzi.com


22/03/2017

Michael Jackson envergonhado durante a gravação de "The Lady In My Life"


Ao gravar The Lady In My Life, Michael ficou um pouco embaraçado ao ter que exteriorizar um sentimento, suplicando pelo amor de uma rapariga.

Aqui fica o que tanto Michael como Quincy Jones, disseram sobre isso.

Michael no seu livro Moonwalk
"The Lady in My Life", foi uma das faixas mais difíceis de gravar. Estávamos acostumados a fazer uma série de takes, a fim de obter um vocal o mais perfeito possível, mas Quincy não estava satisfeito com o meu trabalho nesta canção, mesmo depois de literalmente dezenas de takes. Por fim, ele me chamou de lado no final uma sessão e disse-me que queria que eu implorasse. Isso foi o que ele disse. Ele queria que eu voltasse para o estúdio e literalmente implorasse. Então eu voltei, eles tinham desligado as luzes do estúdio e fechado a cortina entre o estúdio e a sala de controle para eu não me sentir constrangido. A gravação começou a e eu implorei. O resultado é o que se ouve nos encaixes."

Quincy Jones em 2009
“No estúdio, Michael era um trabalhador incansável, trabalhava mesmo muito. Ficava lá até  acertar. Ele gosta de trabalhar com as luzes apagadas, apenas uma luz única sobre o suporte. E gostava de fazer algumas das suas danças durante as músicas. Em "The Lady In My Life", eu precisava que Michael expressasse uma emoção que fosse a maneira de a trazer de volta. Eu disse “Smelly , eu preciso de você implore . Eu quero uma verdadeira imploração nesta canção, que é convencer a senhora que este é o caminho que ela deve seguir. Michael sabia exactamente o que eu estava falando. Ele ficou todo envergonhado e começou a corar. Mas ele fez isso e de seguida, correu de lá para fora. "


Clique no link para ouvir a versão completa de The Lady In My Life




12/03/2017

Michael Jackson e o Gaio azul


Uma vez nós estávamos gravando as demos de Thriller em Encino e fizemos uma pausa. Michael tinha uma enorme cacatua no estúdio numa grande gaiola. Eu saí para os degraus da entrada para fumar um cigarro e Michael pegou um monte de sementes de aves e ficou parado nos degraus da frente erguendo a mão para cima, mantendo-se quieto como uma estátua. Eu pensei que ele tinha perdido o juízo, mas eu não disse nada, fiquei apenas observando... Então, de uma árvore do outro lado do quintal, veio um grande Gaio azul, um pássaro selvagem, aterrou nos seus dedos e comeu as sementes da palma da sua mão! Parecia um filme da Disney! Eu não sei quanto tempo ele levou para treinar esse pássaro para fazer isso.

- Por Bill Wolfer [citado no livro Let's Make HIStory de Brice Najar]




A mãe de Michael, Katherine Jackson, também falou sobre o pássaro, no Capítulo 14 do seu livro My Family, The Jacksons.

"Houve um "animal de estimação" que adotou Michael. Um dia ele estava comendo uma noz no quintal quando um Gaio azul desceu e tirou a noz da sua mão! Michael não podia acreditar, então ele correu para casa para buscar mais nozes, estendeu a mão, e o Gaio agarrou-as também. A partir de então, Michael e o Gaio ficaram amigos, e Michael mostrava-o aos convidados ".

Gaio azul


Todas as imagens são meramente ilustrativas, não contendo qualquer ligação à historia.





01/03/2017

Fotógrafo Harrison Funk fala sobre Michael Jackson


Enquanto milhões em todo o mundo conhecem Michael Jackson como o Rei da Pop, um fotógrafo local foi capaz de ver um lado diferente do ícone como seu fotógrafo pessoal por 30 anos.

Harrison Funk assistiu como Jackson evoluiu de ídolo adolescente para uma autêntica super-estrela. Jackson tornou-se conhecido como um perfeccionista cuja personalidade era muito complexa.

"Que génio não é complexo?" perguntou Funk. "Eu iria colocá-lo lá em cima com Da Vinci e Michelangelo,  Beethoven e Picasso."

Funk foi o homem encarregado de documentar a vida do lendário cantor pop. Funk disse que Jackson lhe perguntava todas as noites se ele tinha "feito magia".

"Ele mal podia esperar para ver as fotos porque queria ver a magia", recordou Funk.

Procurando por álbuns de fotografias, Funk apontou para os momentos em que Jackson se apresentou em concertos com multidões.


"Esse foi o seu grande impulso", explicou Funk. "Actuar para as pessoas. O seu show era perfeição absoluta."

Funk disse que Jackson sempre manteve um sentimento de admiração.

"Ele conhecia a criança interior e nunca quis perder isso", disse ele. "Isso fazia parte da magia."

Jackson recebeu a sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1984. Funk disse que foi um grande dia para Jackson, no momento em que ele estava no auge da sua carreira.

Mas um momento decisivo na carreira de Jackson, veio quando ele fez o moonwalk no palco do Estádio de Wembley, na Inglaterra.

Funk disse que Jackson realmente aprendeu o movimento de Jeffrey Daniel, que estava no grupo Shalamar. Daniel tinha-o representado no programa britânico "Top of the Pops", só que ele chamou-o de backslide [retrocesso].

Jackson aprendeu, aperfeiçoou-o e remarcou-o como o Moonwalk.

"Quando Michael o apresentou, as pessoas ficaram simplesmente deslumbradas", disse Funk. "Eu nunca vi nenhum outro artista que tenha obitido essa resposta."

Outro grande momento para Jackson foi quando ele conheceu Nelson Mandela. Mas, de acordo com Funk, foi igualmente um grande momento para o líder mundial, que trouxe toda a sua família da África do Sul só para conhecer Jackson.

Jackson e Mandela encontraram-se numa cobertura em Beverly Hills junto com a actriz Elizabeth Taylor. Funk disse que no fim do dia, a sua foto dos três ícones apareceu em mais de 200 jornais.


"Michael pretendia mudar o mundo. Ele não gravou apenas 'We are the World' ou 'Man in the Mirror'." Ele gravou música porque queria fazer um impacto nas pessoas ", disse Funk.

Quando Michael morreu em 25 de Junho de 2009, Funk disse que foi difícil entender que ele tinha partido.

"É difícil de articular", disse ele. "Acho que o mundo inteiro mudou. Foi o fim de uma era."


Fonte:
ABC7.com
MJvibe.com
Tradução: Espaço Michael Jackson


21/02/2017

Michael Jackson - Beatbox


-Por Rob Hoffman - Engenheiro de som

A faixa "Stranger in Moscow" começa com beatbox feito pelo próprio Michael. Andrew Scheps passou algum tempo introduzindo o beatbox original no synclav (sintetizador) e cortando todos os bits do meio. Não me lembro se era de uma micro-cassete ou não, mas havia muito ruído de fundo. Não houve muito processamento depois disso.



Em faixas como "Tabloid Junkie" e "Too Bad" há loops de beatbox por toda a parte. Coisas que Michael Jackson tinha cantado numa micro-cassete ou durante tomadas vocais. Mais uma vez, houve muito pouco processamento além dos cortes e looping [repetição do trecho sonoro].

Michael explica como criou a música Tabloid Junkie.




20/02/2017

Introdução falada na canção History


Falando da faixa-título, History, há um detalhe especial sobre isso, para alguns de nós. A pedido de Michael, Matt Forger, outro engenheiro que trabalhou em várias partes do projecto, montou uma colagem auditiva de todos nós recitando várias acontecimentos famosos no tempo.

Um a um, ele apanhava-nos com seu aparelho de gravação portátil e dava-nos duas ou três linhas... Eu vou ter que escutar o disco para me lembrar quais foram as minhas linhas, mas quando se ouve aquelas vozes, elas foram ditas por todas as pessoas que trabalharam no álbum. Então, devo dizer que é uma honra ouvir a minha própria voz num disco de Michael Jackson, juntamente com os muitos outros que trabalharam no projecto.

-Por John Van Nest- Engenheiro de som



 Clique no link para saber mais sobre a  Introdução da canção History


Fonte: Michael Jackson.ru




10/02/2017

A mudança de Michael Jackson para o seu álbum a solo 'Off the Wall'


'Off the Wall' ajudou a transformá-lo de adolescente para 'The King of Pop'

Era 1979 e Michael Jackson estava numa encruzilhada. O vocalista dinâmico dos The Jacksons tinha apenas 21 anos de idade, mas ele já era uma estrela experiente da Motown, com 10 anos de longa experiência de gravações/actuações profissionais. Mas Jackson queria mais do que apenas o estrelato. Ele tinha sede de super estrelato, e nos seus próprios termos. Em direcção ao seu objectivo de derrubar a sua imagem de adolescente, Jackson juntou-se com o lendário produtor Quincy Jones para gravar um álbum a solo, de sucesso ou fracasso, intitulado Off the Wall. O LP contaria com três composições originais que Jackson esperava que lhe rendesse a entrada no panteão dos pioneiros cantores e compositores de R & B, incluindo James Brown, Stevie Wonder, Marvin Gaye e Sly Stone. Tendo traçado uma nova direcção musical para si mesmo, apenas uma coisa permanecia por resolver - ele precisava de uma imagem que sinalizasse a sua nova maturidade para o mundo.

Agora celebrado como um dos maiores álbuns de todos os tempos, Off the Wall vendeu mais de 8 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. O LP fez de Jackson o primeiro artista a solo a ter quatro singles do mesmo do álbum no cimo do top 10 da tabela Billboard Hot 100. O single "Don't Stop ‘Til You Get Enough", deu ao cantor o seu primeiro prémio Grammy no melhor desempenho vocal de R & B masculino. O estilo preto e branco que aparece na capa de Off the Wall ajudou a impulsionar o salto quântico de Jackson para o estrelato. O cantor usou o estilo para os seus inovadores vídeos da música, incluindo "Don't Stop ‘Til You Get Enough", e Billie Jean, bem como para a sua actuação em televisão do Motown 25. Ao todo, Jackson manteria o estilo em toda a sua carreira solo, até à sua morte em Junho de 2009.
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O que se segue é uma história de como Michael Jackson se juntou com o especialista em gestão de marcas / director criativo Mike Salisbury e o fotógrafo Stephen Harvey para conceber e criar a capa do álbum Off the Wall. A imagem de smoking que eles criaram deu a Michael Jackson um visual icónico que subliminarmente ligaria o cantor a lendas da era do swing, como Frank Sinatra e Gene Kelly, enquanto também ajudava Jackson a tornar-se um artista recorde que se justifica em se declarar "The King of Pop".

Mike Salisbury: Até esse ponto [1979], eu tinha sido gestor de marca dos Rolling Stone, e tinha sido director criativo em três ou quatro agências de publicidade, bem como na Warner Bros Records. Mas eu nunca tinha sido gestor de marca de uma pessoa. Isso mudou depois que eu vi Michael no The Wiz. Fiquei impressionado com sua personalidade. Ele era uma estrela! Ele ofuscava todos no filme, apesar do facto de que ele estava se contendo. Então eu entrei em contacto com o seu agente e disse, 'Michael Jackson vai ser a maior estrela de música de sempre, e eu quero ajudar!' Então, seu agente convidou-me para ir ao seu escritório.

Stephen Harvey: Eu era um contratado independente na época. Tinha feito algumas capas de álbuns para artistas como Earth, Wind & Fire, Dazz Band ...

Mike Salisbury: O agente de Michael tinha uma maquete da capa de álbum para Off the Wall, e era horrível. Era ele sentado num pequeno tronco perto de uma fogueira com roupas infantis. Parecia um anúncio para o departamento infantil da Sears. Então eu digo ao agente, 'Entrarei em contacto consigo novamente,' consegui um ilustrador de moda para fazer um desenho do meu conceito para Michael. Volto para o agente, aponto para o desenho e digo: 'Veja! Eu coloquei-o num smoking! Será a sua imagem de marca - preto e branco! "O agente olha para os desenhos, e eu poderia dizer que ele não gostava deles. Então, esta pequena voz vinda do nada, grita: "Eu gosto." Era Michael! O tempo todo, ele estava atrás dessas grandes cortinas de veludo, ouvindo. Ele achou que o desenho ​​estava bem. Ele só pediu uma mudança. Ele queria meias brancas.

Stephen Harvey:  Salisbury ligou-me e disse que tinha duas capas que eu poderia escolher. Um era um álbum de Randy Newman, e o outra era Off the Wall de Michael Jackson. Eu escolhi Randy Newman, porque eu estava realmente dento das suas tomadas históricas em L.A. Mas depois, ele ligou-me de novo e disse, 'Randy quer um amigo dele a filmar o seu álbum, então eu vou te dar Michael Jackson ...'

Mike Salisbury: Nós concordamos que Michael iria usar sapatos loafers, como Gene Kelly usava em "An American in Paris", com as meias brancas... Eu finalmente encontrei um smoking que lhe servia, um smoking feminino. A minha esposa consegui-o no Yves St. Laurent na loja em Beverly Hills. Eu não sabia se lhe servia, mas a minha esposa sabia. Ela sabia dessas coisas.

Stephen Harvey: No dia da filmagem, Michael chega num Rolls-Royce. Estava sozinho, sem comitiva ou coisa parecida. Ele era tão pequeno atrás do volante, eu mal podia vê-lo.

Mike Salisbury: Foi ideia de Michael fimar no Griffith Observatory, porque foi lá que eles filmaram a luta de facas em "Rebel Without a Cause" [pt: Fúria de Viver]. Nós estávamos com limitação de tempo porque não tínhamos permissão para fotografar lá, e os guardas patrulhavam o lugar. A casa de banho dos homens estava trancada, mas a das mulheres estava aberta, então Michael correu para lá e colocou o smoking.

Stephen Harvey: Michael sai com o maquiador e o estilista, e começamos a filmar. O sol estava a pôr-se, e era lindo. Nós o mantivemos diante dessa meia parede branca, art deco, e eu iluminei-o assim que o pôr do sol ficou realmente escuro e rico no fundo.
 Michael fotografado no Griffith Observatory
Mike Salisbury: Estava sem vida. Michael ficou parado ali. Não havia nada do artista, com toda a energia e o desempenho ousado. Nós não queríamos dar-lhe muitas orientações, porque nós estávamos com medo de como ele poderia responder.

Stephen Harvey: Um policia apareceu e disse: "Desculpe, onde está a sua permissão?" Eu chamei a minha estilista e disse-lhe para ela tirar a licença da carrinha. Então ela ficou rastejando com as mãos e joelhos pela carrinha, procurando essa licença que não estava lá. O policia disse: "Você não tem permissão, tem que sair daqui!"

Mike Salisbury: Fomos a casa de Michael, e há esta réplica da estátua de David de Donatello no hall de entrada, e imediatamente eu digo, 'Isso é o que precisamos - atitude e estilo!'

Estátua de David de Donatello

Então eu digo a Michael, 'Olha, temos que refazer estas fotografias"E ele foi muito receptivo. Fomos ao estúdio do Steve, Michael equipou-se novamente. Colocamo-lo diante de um pano de fundo, e novamente, não funcionou. Ele simplesmente não animava. Então eu corro para fora do estúdio, pelo beco, e eu vejo esta parede de tijolo com um cais de carregamento.



Stephen Harvey: Isto foi na Crossley's Flowers em Los Angeles, algumas portas abaixo do meu estúdio no Beverly Boulevard. Muita gente acha que a capa foi filmada no Farmers Market no Fairfax, mas não é isso.
Mike Salisbury: Eu agarrei Michael e levei-o para aquela doca, porque eu achei que parecia a porta traseira de um teatro da Broadway. Muito teatral.
Stephen Harvey: A câmara era uma Hasselblad de manivela. Não era accionada por motor, assim, cada vez que eu disparava, tinha que parar e dar à manivela para a foto seguinte. Era uma loucura. 
Mike Salisbury: Eu disse a Michael, 'Arregace as calças, e coloque as mãos nos bolsos! Agora puxe as suas calças, como Gene Kelly faz! Então podemos ver as meias!'

Mike Salisbury, criador da imagem de Michael Jackson para a capa de "Off the Wall."

Stephen Harvey: Foram dois rolos de filme, 12 exposições em cada um. Eu usei um flash portátil em Michael, um Norman 200B. Ainda assim eu não conseguia ver muito bem. Isso foi antes do autofoco, então alguém estava segurando uma lanterna [sobre mim], assim eu poderia incidir nele. 
Mike Salisbury: Depois eu disse, 'Dê-me um gesto, como aquele David no hall de entrada em sua casa. Agora sorria!' Tudo isso demorou talvez cinco minutos.

Stephen Harvey: Então fomos rever o filme, e a primeira coisa que eu percebi é que eu cortei o topo do seu afro. E eu, 'Oh, meu Deus! Não posso dar isso a [Salisbury]. Então eu tinha a minha estilista a levar o filme de mim para Mike. Mais tarde, ela disse-me que ele perguntou: 'Como é que cortaram o topo da sua cabeça?' E a minha estilista respondeu: 'Oh, essa é apenas uma das técnicas de Stephen. Quando se faz isso, vai-se directamente para os olhos dele!' E essa foi a foto que acabou sendo a capa!

Mike Salisbury: Eu estava apresentando Michael como uma pessoa importante, como você veria Frank Sinatra num smoking em Las Vegas. Ele era esse menino saindo debaixo da alçada do seu pai, então o smoking era uma metáfora para a maturidade.

Stephen Harvey: As pessoas ainda falam sobre essa capa. Estou tão feliz por ter conseguido essa sessão fotográfica em vez de fazer a de Randy Newman. Foi um golpe de sorte.
Mike Salisbury: Um sujeito que ensinou na Universidade de Harvard, entrevistou-me uma vez, e disse que Off the Wall foi a coisa número 1 que eu fiz na minha carreira. Acho que aceito as palavras dele.

Stephen Harvey: Mesmo que eu não tivesse fotografado isto, Off the Wall ainda seria a minha capa favorita dos álbuns de Michael Jackson. Essa capa - é a sua personalidade! É seu o elemento, seus movimentos. Quero dizer, é ele! Aquele é Michael Jackson!


Fonte: The Undefeated.com
Tradução: Espaço Michael Jackson

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