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03/05/2018

Introdução da canção History (2)



"Falando sobre a faixa título, HIStory, há uma coisa especial sobre isso para alguns de nós.

A pedido de Michael, Matt Forger, outro engenheiro que trabalhou em várias partes do projecto, reuniu uma colagem auditiva de todos nós recitando várias datas famosas no tempo. Um a um, ele nos apanhava com o seu gravador portátil e nos dava duas ou três linhas... 

Eu terei que ouvir a gravação para me lembrar quais eram as minhas linhas, mas quando ouvirem essas vozes, elas foram faladas por todas as pessoas que trabalharam no álbum. Então, devo dizer que é uma honra ouvir minha própria voz em um disco de Michael Jackson, junto com muitos outros que trabalharam no projecto."

-John Van Nest, engenheiro de som


Clique aqui para saber mais sobre a introdução da canção History.




Fonte: en.michaeljackson.ru/in-the-recording-studio
Tradução: Espaço Michael Jackson


08/02/2018

Michael Jackson e Darren Hayes



Texto publicado por Darren Hayes em Maio de 2010

Para os fãs de Michael Jackson, esta será uma história inédita do meu ‘quase’ encontro com o Rei da Pop e o quanto ele me inspirou.

Quem é fã das minhas composições sabe que 'Insatiable' foi co-escrita e produzida por Walter Afanasieff. O que poucas pessoas sabem é que eu só escrevi essa música por inspiração após ouvir uma música escrita por Walter e por Alan Thicke para Michael Jackson em 1999 chamada Fall Again.

Essa é a história:

Quando eu estava gravando o álbum 'Affirmation' do Savage Garden em São Francisco, com Walter em 1999, ele tocou uma demo da música Fall Again – na época a voz era ainda de Robin Thicke. Ambos iriam enviar a música para Michael Jackson incluir no projecto do álbum 'Invincible'.

Eu fiquei embasbacado porque tudo tudo o que eu ouvia na música remetia ao jeito do Michael. Na época, Walter disse-me que não tinha a certeza se Michael estaria interessado, mas como fã eu tive um pressentimento que quando MJ a ouvisse, teria a mesma sensação que eu tive. Fez-me lembrar a exuberância das canções clássicas de Michael como Human Nature.
Eu sabia que MJ não hesitaria.

Efectivamente a música chegou a Michael, ele adorou e concordou gravar uma demo. Mas havia um pequeno problema: a única data em que Michael estava disponível era uma que Walter tinha reservado comigo para as gravações dos vocais do álbum Affirmation do Savage Garden.

Walter decidiu que gravaria ambas as sessões e assim, voamos para Nova York.

Eu gravei no período da manhã nos Estúdios da Sony e à tarde ele gravara com Michael Jackson no The Hit Factory que fica, literalmente, do outro lado da rua.

A versão postada aqui no artigo é a única que Michael já cantou. Num único take. Ele não teve sequer tempo para aprender  a canção correctamente (mas que trabalho incrível ele conseguiu fazer!).

No dia em que gravou com Michael, Walter voltou à minha sessão nos Estúdios da Sony, cerca de duas horas depois, radiante como nunca. Ele falou muito bem de Michael, sobre a sua voz, sua educação e seu talento. O que me tocou mais, foi quando ele falou dos filhos de Michael (Prince e Paris). Walter disse-me que eles estavam na sessão e que Michael tinha colocado um monitor no estúdio de gravação para que ele pudesse ver as crianças brincando com a ama em outra sala enquanto ele estava cantando. A sessão foi interrompida porque as crianças estavam um pouco doentes e Michael sendo um bom pai queria cuidar delas. Ele evidentemente desculpou-se e deixou a sessão  após um único um take.

Eu não tinha ouvido a versão de Michael até que foi lançada anos depois (apesar de Walter saber que eu era um grande fã, ele respeitava a confidencialidade de MJ e nunca tocou a música para mim). Mas eu lembrava-me da sensação e da magia da música, desde a primeira vez que ouvi o vocal do Robin Thicke, e então, quando chegou a hora de eu gravar o meu primeiro álbum a solo, pedi a Walter para tentarmos escrever uma canção com a mesma energia. Foi assim que escrevemos 'Insatiable'.

É incrível ouvir a versão demo de Michael 'Fall Again' tantos anos depois e estar maravilhado com a sua arte. Michael é a razão pela qual eu me tornei artista. (tendo visto a sua turnê 'Bad' em 1987 e sabendo nesse instante, que actuar era o que eu queria fazer para o resto da minha vida). Escutando os seus álbuns aprendi a cantar. Tenho orgulho que anos mais tarde na minha carreira, tenha muita inspiração dele no meu trabalho. E embora ele não esteja mais entre nós, eu gosto de pensar que a pequena faísca que acendeu em mim como um artista, faz parte de seu legado.

Desculpem se isto foi longo e eufórico, mas sei que há fãs de Michael que apreciariam a história e eu sempre quis dizer isto. E hoje eu o fiz.


Michael Jackson - Fall Again


Darren Hayes - Insatiable


Twitter.com/darrenhayes
Tradução: Espaço Michael Jackson



23/12/2017

06/12/2017

Michael Jackson óculos de History



Para o vídeo promocional de "History" de Michael Jackson, filmado em Budapeste, foram personalizados dois pares de óculos Ray-Ban, modelo Wayfarer, uns com banho de cromo, e outros em dourado, incluindo lentes. Os dourados não foram utilizados nas filmagens.



Fonte: julienslive.com

27/05/2017

Quarto de Hotel dedicado a Michael Jackson


Dos 42 quartos temáticos do "Hotel Maison Boutique" em Vilaiete Persekutuan, kuala Lumpur, na Malásia, um deles é dedicado a Michael Jackson.

Carpete "Beat it"

Na parede, pode ler-se um trecho de 'Man In The Mirror' 

"If you wanna make the world a better place, take a look at yourself, and make a change"
[Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si e faça uma mudança].




Crédito: Oyster.com



13/05/2017

Michael Jackson em anúncio publicitário para a estação de rádio de Chicago


Um anúncio publicitário para a estação de rádio de Chicago, WJPC 95 AM, contou com a participação de Michael Jackson e o seu papagaio de estimação Ricky.

Muhammad Ali, Redd Foxx (com Tom Joyner segurando o microfone - e sendo nocauteado por ele), os Commodores, Don Cornelius anfitrião do Soul Train, e Slappy White, também participaram no anúncio, que foi ao ar na TV local de Chicago em 2 de Maio de 1979.

A WJPC era propriedade da Johnson Publishing Company, que lançou revistas Jet e Ebony.






Fonte: The Museum of Classic Chicago Television - FuzzyMemories.tv



19/04/2017

Russ Ragsdale recorda encontro com Michael Jackson


É difícil para mim acreditar que mais de 20 anos se passaram desde que eu conheci Michael Jackson. Foi em meados dos anos 1980, durante a gravação do álbum BAD. O projecto do álbum tinha começado, mas Michael estava em Nova York filmando o vídeo para "Bad", enquanto o álbum ainda estava em andamento no Westlake Studio. Eu conheci Bruce, depois veio Quincy. Logo depois conheci Michael, e nos dois anos seguintes arregaçamos as mangas da camisa e foi feito o álbum mais fantástico com que eu alguma vez estive envolvido, ainda até hoje... Não me dei conta até meses depois de terminar o álbum BAD, o quão grande pedaço de história que o álbum se tornaria e como seria abraçado em todo o mundo.

Um dos meus medos, era que eu sabia que chegaria um dia que seria apenas Michael e eu na mesma sala, frente a frente. Eu tinha ensaiado isso repetidamente no espelho; O que eu ia dizer a esse sujeito?. Bem, esse dia chegou e o que provavelmente foi segundos, pareceu ser um tempo muito longo. O catering tinha chegado ao estúdio e Michael e eu estávamos lá. Eu estava olhando para o chão e disse a mim mesmo: " Cá está, era disto que eu tinha medo. Eu vou ter que quebrar o gelo." Respirei fundo, levantei a cabeça para falar e zás, - Fui atingido com um punhado de milho! Eu pensei: "Oh, não, isso vai ser guerra". Peguei alguns pickles e joguei-os ao Michael, então ele jogou outra coisa e andámos nisso durante algum tempo. Rimos tanto, que durante as três semanas seguintes não podíamos olhar um para o outro sem rir! Que grande maneira de ele me fazer sentir à vontade.. Michael realmente tem um grande senso de humor; Ele simplesmente gosta de ver as pessoas agindo como os Os Três Estarolas e a atrapalharem-se todos.

Gostaria que houvesse mais pessoas no mundo exactamente como Michael Jackson. Ele é verdadeiramente um ser humano incrível.


-Russ Ragsdale - Engenheiro de som


Fonte: mjfa.forumotion.com
Tradução; Espaço Michael Jackson



03/04/2017

Manuscrito de Michael Jackson com frases de motivação


Nota manuscrita por Michael Jackson com citações de alguns escritores.

A maioria são do escritor e palestrante motivacional, Anthony Robbins. A nota é parte de um conjunto de 15 páginas de um caderno pessoal de Michael, a ser leiloado em Abril.



Tradução

" A qualidade da minha vida é a qualidade da minha comunicação.
O seu pior pesadelo é o maior sonho de alguém.
Nada na vida tem qualquer significado, excepto o significado que tu lhe dás.
Quando as coisas não estão funcionando, rompe os teus padrões. Muda a tua fisiologia para mudar a tua.... (ilegível)
Sem resistência não há crescimento. Um fisiculturista não cresce até atingir o ponto de fadiga, assim é a vida.
A repetição é a mãe da perícia.
Pensar é o processo de perguntar e responder a perguntas a ti mesmo. Se queres algo melhor na vida, uma resposta melhor à vida, faz perguntas melhores.
"




Fonte: Laura Messina no Grupo TRUTH 4 MJ
Tradução: Espaço Michael Jackson



30/03/2017

Ascendência nativa americana de Michael Jackson



Nossos antepassados - ​​Por Joe Jackson

O nome Jackson foi recebido por nós de meu bisavô por parte do pai, July Gale. Ninguém o chamava July, todos o chamavam Jack. O avô Jack nasceu na tribo de Choctaw no início do século XIX. Ele era um xamã indígena. E era muito apreciado pelas suas habilidades para medicar. Jack, na sua juventude, também trabalhou como escuteiro no exército dos EUA.

Então o bisavô apaixonou-se por uma boa menina chamada Gina. Em 1838 eles deram à luz seu primeiro filho, um menino que eles chamaram de Israel. Infelizmente no passado era assim, se um dos pais da criança era escravo, a criança também era considerada escravo. Jack indígena, era "uma pessoa livre", mas a minha bisavó, infelizmente, era escrava, É por isso que Israel não podia esperar por qualquer outra coisa, pelo menos por enquanto.

Quando Israel cresceu, as pessoas o apelidaram de Nero. Nero, filho de Jack, e eventualmente a partir disso, transformou-se para Nero Jack-son [Jack-filho]. Assim como meu bisavô, Nero era alto e de pele clara, com maçãs do rosto altas e pequenos olhos cintilantes. E ele tinha muito orgulhoso de si mesmo. Nero ainda era um menino quando Jack começou a transferir-lhe o seu conhecimento xamã. Mas, apesar do seu dom para a medicina e apesar de ser necessário para a tribo, para a aflição de seus pais, Nero foi vendido para uma plantação em Luisiana, assim como outros escravos, Nero tinha que comer lá e então quando isso foi dito pelos donos - ajoelhado diante de uma vala da qual ele escavou com uma colher, logo Nero conseguiu escavar o suficiente e fugiu. O proprietário da plantação imediatamente enviou pessoas que procuraram durante toda a noite e pegaram o rápido escravo no rio, a muitos quilómetros de distância da plantação. Eles agrediram Nero de tal forma, que ele perdeu litros de sangue.

Quando alguns meses mais tarde, Nero finalmente se recuperou, o seu dono queria vendê-lo, mas os escravos que anteriormente tinham fugido, eram impossíveis de vender com o mesmo alto preço, então em vez disso, o proprietário de Nero decidiu forçá-lo a trabalhar o máximo possível. O meu avô foi atormentado em campos de algodão do Sul, preso nas mãos e pernas. Uma vez os grilhões foram-lhe removidos, e Nero teve novamente a ousadia de fugir. Desta vez, o proprietário da plantação dirigiu ele próprio o grupo de busca e estabeleceu um prémio para aquele que apanhasse Nero. Ele estava com medo de que outros escravos seguissem o seu exemplo se ele não o apanhasse. E quando ele realmente localizou Nero, ele pegou uma tenaz de chaminé aquecida e apertou o seu nariz com ela até que Nero caiu inanimado. Ele deixou o meu avô deitado no chão porque pensou que Nero estava morto. Mas ele era tão forte, que passou também por este castigo terrível! Mas as cicatrizes da queimadura permaneceram com ele até o fim de seus dias.

Durante o tempo que Nero viveu na plantação em Luisiana, ele teve 6 filhos nascidos de sua namorada. Mais tarde casou-se com uma indígena Chostaw - bem, ela era apenas 3/4 indígena - minha avó Emmaline. Provavelmente, a sua vida com a minha avó era uma espécie de refúgio contra as condições de trabalho terríveis, e aqueles que o haviam escravizado, só podiam ter inveja da harmonia do seu casamento e sua vida doméstica. Eles não precisavam de muito dinheiro para serem felizes porque se amavam. Emmaline era de Luisiana, ela era como a mãe dela, a cor de pele ligeiramente amarelada.

Quando o presidente Lincoln libertou os escravos em 31 de Maio de 1865, a situação de Nero melhorou. Por fim, ele poderia ganhar para ter uma vida adequadamente - vender os remédios indígenas . Com o tempo tornou-se famoso porque curou centenas de pessoas. Suas habilidades do feiticeiro tornaram-se amplamente conhecidas, e as pessoas vinham de longe para que ele as ajudasse.

O avô Nero levou uma vida simples e poupou tanto dinheiro, que ele e minha avó conseguiram ter uma fazenda em Sunnyvale em Missisippy. Ele pagou com dinheiro por 120 hectares de terra fértil. Lá Nero e Emmaline tiveram 15 filhos (e ao todo, Nero teve 21 filhos). Meu avô, minha avó e todo o seu enorme clã foram alimentados a partir deste terreno onde eles plantavam milho, tomates, outros vegetais, criavam galinhas, porcos e vacas.

Nero vagava frequentemente pela floresta para colectar gramíneas. De raízes e outras partes, ele fazia caldo, derramava em garrafas e dava para os pacientes beberem, ele fez também unguentos de várias gramíneas da floresta. Com essas coisas ele tratava os indígenas e os antigos escravos, e eles pagaram-lhe com o que podiam.

Nero também gostava de cantar e frequentemente executou antigas danças militares de Chostaw. Uma vez, sábado à noite o xerife e seu povo bloquearam com cordas a rua em que ele dançou, e tentaram prendê-lo por infracção de ordem pública, mas Nero sentiu o perigo. Ele pulou no cavalo, e elegantemente saltou através de um obstáculo e escapou. Depois disso, o xerife o deixou-o em paz.

Quando as crianças de Nero e Emmaline cresceram e criaram as suas próprias famílias, ele convidou os filhos de seu irmão mais novo William para a sua fazenda, entre eles também o meu primo sénior Rufus. Rufus, de certo modo disse-me, que deveria ter dada mais atenção às gramíneas com que o avô tratava as doenças. Mas ele ainda era uma criança e como muitas crianças, não pensou o quão valioso pode ser o conhecimento dos ancestrais.

Quando Rufus tinha 4 anos, a esposa de Nero morreu. Enquanto isso, Nero também se tornava velho e fraco, e como não podia cuidar da fazenda como antes, tinha que comprar algumas coisas de um homem branco chamado Eroy. Ele gastou pequenas quantias de dinheiro, mas o Eroy cuidadosamente conduziu as contas. Rufus ainda era uma criança; A única coisa, que ele notou é que Nero se tornou mais fraco. E isso fez com que Nero entregasse a Eroy, para que ele lhe guardasse, alguns papéis importantes para que pudesse guardá-los por ele. No final, Eroy conseguiu - como Rufus e eu pensámos mais tarde - documentos apropriados com sendo o dono da fazenda, supostamente como pagamentos de dívidas que Nero tinha para com ele.

Foi assim que a nossa família perdeu todos os direitos neste terreno fértil, onde cresceram centenas de pessegueiros e pereiras, que os meus parentes trataram cuidadosamente. Quando mais tarde Rufus e eu descobrimos que lá, debaixo do solo havia enormes campos petrolíferos, simplesmente perdemos o dom da fala, já que o aluguer pelo direito de perfuração já era de 1,2 milhões de dólares. Enquanto isso, o depósito deve custar pelo menos 100 milhões.

Nos últimos anos de sua vida, Nero viveu sozinho na fazenda, porque William e Rufus voltaram para casa. Ele morreu em 1924, muito antes do meu nascimento. Meu pai Samuel, vivia então em Arkansas, onde ele encontrou trabalho, ele descobriu sobre a morte do pai tarde demais e não poderia vir ao funeral. Meu tio Sam chegou de Oklahoma para participar dele, e outro filho do avô, o meu tio Esco também tinha chegado lá. Meu pai era o filho mais novo de Nero. Ele tinha uma irmã gémea Janey D. Hall.

Minha bisavó por parte da mãe - Mattie Daniel. Mattie nasceu em 1864. Sua mãe, deficiente, era a filha do plantador, o pai - o escravo em uma plantação de seu pai. Apesar dos protestos da mãe, Mattie foi vendida para outra família porque o plantador não gostou que seu pai fosse preto. Quando eu era jovem, a história de Mattie me fez pensar. Se eu tivesse filhos, pensei, não abaixaria os olhos deles e não permitiria que ninguém os tirasse de mim.
De qualquer forma, Mattie nunca poderia desfrutar de uma vida de sociedade, como sua mãe. Assim como Nero, meu bisavô por parte da mãe era o escravo recolhendo algodão. Mattie casou-se 2 vezes e teve 17 filhos.

Nero era uma pessoa respeitável devido a habilidades de curandeiro e também porque a ele possuía um terreno, que nesse tempo era incomum para o antigo escravo. Quanto às qualidades empresariais, o meu pai era como ele, ele também era respeitado, principalmente pela boa educação. Samuel estudou 9 anos no Colégio Alcorn no Mississipi e quando tinha 24 anos, ele já era Bacharel e Mestrado, que num limite de séculos era uma raridade para um jovem de minoria.
Samuel Jackson - Avô paterno de Michael

Após os exames finais, descobriu que, em Ashley Country, Arkansas, havia uma vaga para professor. Ele andou 200 km de Mississipi até lá, para participar na competição a esse lugar, e recebeu-o.

Anteriormente, numa província, na escola inicial e superior, apenas um professor ensinava. Professor Jackson como foi nomeado, tinha 2 colegiais especialmente inteligentes para quem ele desde o início tinha prestado atenção - as irmãs King. Uma delas, Chrystal - individualidade brilhante, com um sorriso deslumbrante e risada alta. Quando ela tinha 16 anos, ele casou com ela. Era a minha mãe.
Crystal Lee King Jackson - Avó paterna de Michael

Numa pequena cidade onde eu morava, todos amavam a minha família. Passávamos o nosso tempo livre em casa ou na igreja e visto que o pai era bem educado, os vizinhos o admiravam. E sempre tivemos amigos.


Memórias de Joseph Jackson, no livro intitulado Die Jacksons [Os Jacksons], publicado na Alemanha em 2004 e reeditado em 2009.



Fonte do texto: Jetzi.com


22/03/2017

Michael Jackson envergonhado durante a gravação de "The Lady In My Life"


Ao gravar The Lady In My Life, Michael ficou um pouco embaraçado ao ter que exteriorizar um sentimento, suplicando pelo amor de uma rapariga.

Aqui fica o que tanto Michael como Quincy Jones, disseram sobre isso.

Michael no seu livro Moonwalk
"The Lady in My Life", foi uma das faixas mais difíceis de gravar. Estávamos acostumados a fazer uma série de takes, a fim de obter um vocal o mais perfeito possível, mas Quincy não estava satisfeito com o meu trabalho nesta canção, mesmo depois de literalmente dezenas de takes. Por fim, ele me chamou de lado no final uma sessão e disse-me que queria que eu implorasse. Isso foi o que ele disse. Ele queria que eu voltasse para o estúdio e literalmente implorasse. Então eu voltei, eles tinham desligado as luzes do estúdio e fechado a cortina entre o estúdio e a sala de controle para eu não me sentir constrangido. A gravação começou a e eu implorei. O resultado é o que se ouve nos encaixes."

Quincy Jones em 2009
“No estúdio, Michael era um trabalhador incansável, trabalhava mesmo muito. Ficava lá até  acertar. Ele gosta de trabalhar com as luzes apagadas, apenas uma luz única sobre o suporte. E gostava de fazer algumas das suas danças durante as músicas. Em "The Lady In My Life", eu precisava que Michael expressasse uma emoção que fosse a maneira de a trazer de volta. Eu disse “Smelly , eu preciso de você implore . Eu quero uma verdadeira imploração nesta canção, que é convencer a senhora que este é o caminho que ela deve seguir. Michael sabia exactamente o que eu estava falando. Ele ficou todo envergonhado e começou a corar. Mas ele fez isso e de seguida, correu de lá para fora. "


Clique no link para ouvir a versão completa de The Lady In My Life




12/03/2017

Michael Jackson e o Gaio azul


Uma vez nós estávamos gravando as demos de Thriller em Encino e fizemos uma pausa. Michael tinha uma enorme cacatua no estúdio numa grande gaiola. Eu saí para os degraus da entrada para fumar um cigarro e Michael pegou um monte de sementes de aves e ficou parado nos degraus da frente erguendo a mão para cima, mantendo-se quieto como uma estátua. Eu pensei que ele tinha perdido o juízo, mas eu não disse nada, fiquei apenas observando... Então, de uma árvore do outro lado do quintal, veio um grande Gaio azul, um pássaro selvagem, aterrou nos seus dedos e comeu as sementes da palma da sua mão! Parecia um filme da Disney! Eu não sei quanto tempo ele levou para treinar esse pássaro para fazer isso.

- Por Bill Wolfer [citado no livro Let's Make HIStory de Brice Najar]




A mãe de Michael, Katherine Jackson, também falou sobre o pássaro, no Capítulo 14 do seu livro My Family, The Jacksons.

"Houve um "animal de estimação" que adotou Michael. Um dia ele estava comendo uma noz no quintal quando um Gaio azul desceu e tirou a noz da sua mão! Michael não podia acreditar, então ele correu para casa para buscar mais nozes, estendeu a mão, e o Gaio agarrou-as também. A partir de então, Michael e o Gaio ficaram amigos, e Michael mostrava-o aos convidados ".

Gaio azul


Todas as imagens são meramente ilustrativas, não contendo qualquer ligação à historia.





04/03/2017

Paris Jackson assina contrato com a agência IMG Models



A filha de Michael Jackson segue carreira de modelo. Paris Jackson acaba de assinar contrato com a agência IMG Models, uma das maiores agências de moda do mundo.

No seu Instagram, ela escreveu: “Obrigada @imgmodels Sinto-me com muita sorte e abençoada”.




01/03/2017

Neverland de novo à venda com redução de preço


Quase dois anos depois de ter sido posto à venda, o rancho Neverland de Michael Jackson, está retornando ao mercado por US $ 67 milhões, menos US $ 33 milhões do seu preço original.

De acordo com Joyce Rey, da Coldwell Banker Previews International, a propriedade foi retirada do mercado no verão de 2016 e posta à venda novamente para reduzir o preço!

Com este preço reduzido, a Agência Imobiliária espera finalmente vender a propriedade.

Fãs de toda a parte do mundo, continuam a ir em peregrinação na frente dos portões da propriedade em memória do Rei do Pop.


Fonte: Wall Street Journal
Tradução: Espaço Michael jackson



20/02/2017

Introdução falada na canção History


Falando da faixa-título, History, há um detalhe especial sobre isso, para alguns de nós. A pedido de Michael, Matt Forger, outro engenheiro que trabalhou em várias partes do projecto, montou uma colagem auditiva de todos nós recitando várias acontecimentos famosos no tempo.

Um a um, ele apanhava-nos com seu aparelho de gravação portátil e dava-nos duas ou três linhas... Eu vou ter que escutar o disco para me lembrar quais foram as minhas linhas, mas quando se ouve aquelas vozes, elas foram ditas por todas as pessoas que trabalharam no álbum. Então, devo dizer que é uma honra ouvir a minha própria voz num disco de Michael Jackson, juntamente com os muitos outros que trabalharam no projecto.

-Por John Van Nest- Engenheiro de som



 Clique no link para saber mais sobre a  Introdução da canção History


Fonte: Michael Jackson.ru




10/02/2017

A mudança de Michael Jackson para o seu álbum a solo 'Off the Wall'


'Off the Wall' ajudou a transformá-lo de adolescente para 'The King of Pop'

Era 1979 e Michael Jackson estava numa encruzilhada. O vocalista dinâmico dos The Jacksons tinha apenas 21 anos de idade, mas ele já era uma estrela experiente da Motown, com 10 anos de longa experiência de gravações/actuações profissionais. Mas Jackson queria mais do que apenas o estrelato. Ele tinha sede de super estrelato, e nos seus próprios termos. Em direcção ao seu objectivo de derrubar a sua imagem de adolescente, Jackson juntou-se com o lendário produtor Quincy Jones para gravar um álbum a solo, de sucesso ou fracasso, intitulado Off the Wall. O LP contaria com três composições originais que Jackson esperava que lhe rendesse a entrada no panteão dos pioneiros cantores e compositores de R & B, incluindo James Brown, Stevie Wonder, Marvin Gaye e Sly Stone. Tendo traçado uma nova direcção musical para si mesmo, apenas uma coisa permanecia por resolver - ele precisava de uma imagem que sinalizasse a sua nova maturidade para o mundo.

Agora celebrado como um dos maiores álbuns de todos os tempos, Off the Wall vendeu mais de 8 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. O LP fez de Jackson o primeiro artista a solo a ter quatro singles do mesmo do álbum no cimo do top 10 da tabela Billboard Hot 100. O single "Don't Stop ‘Til You Get Enough", deu ao cantor o seu primeiro prémio Grammy no melhor desempenho vocal de R & B masculino. O estilo preto e branco que aparece na capa de Off the Wall ajudou a impulsionar o salto quântico de Jackson para o estrelato. O cantor usou o estilo para os seus inovadores vídeos da música, incluindo "Don't Stop ‘Til You Get Enough", e Billie Jean, bem como para a sua actuação em televisão do Motown 25. Ao todo, Jackson manteria o estilo em toda a sua carreira solo, até à sua morte em Junho de 2009.
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O que se segue é uma história de como Michael Jackson se juntou com o especialista em gestão de marcas / director criativo Mike Salisbury e o fotógrafo Stephen Harvey para conceber e criar a capa do álbum Off the Wall. A imagem de smoking que eles criaram deu a Michael Jackson um visual icónico que subliminarmente ligaria o cantor a lendas da era do swing, como Frank Sinatra e Gene Kelly, enquanto também ajudava Jackson a tornar-se um artista recorde que se justifica em se declarar "The King of Pop".

Mike Salisbury: Até esse ponto [1979], eu tinha sido gestor de marca dos Rolling Stone, e tinha sido director criativo em três ou quatro agências de publicidade, bem como na Warner Bros Records. Mas eu nunca tinha sido gestor de marca de uma pessoa. Isso mudou depois que eu vi Michael no The Wiz. Fiquei impressionado com sua personalidade. Ele era uma estrela! Ele ofuscava todos no filme, apesar do facto de que ele estava se contendo. Então eu entrei em contacto com o seu agente e disse, 'Michael Jackson vai ser a maior estrela de música de sempre, e eu quero ajudar!' Então, seu agente convidou-me para ir ao seu escritório.

Stephen Harvey: Eu era um contratado independente na época. Tinha feito algumas capas de álbuns para artistas como Earth, Wind & Fire, Dazz Band ...

Mike Salisbury: O agente de Michael tinha uma maquete da capa de álbum para Off the Wall, e era horrível. Era ele sentado num pequeno tronco perto de uma fogueira com roupas infantis. Parecia um anúncio para o departamento infantil da Sears. Então eu digo ao agente, 'Entrarei em contacto consigo novamente,' consegui um ilustrador de moda para fazer um desenho do meu conceito para Michael. Volto para o agente, aponto para o desenho e digo: 'Veja! Eu coloquei-o num smoking! Será a sua imagem de marca - preto e branco! "O agente olha para os desenhos, e eu poderia dizer que ele não gostava deles. Então, esta pequena voz vinda do nada, grita: "Eu gosto." Era Michael! O tempo todo, ele estava atrás dessas grandes cortinas de veludo, ouvindo. Ele achou que o desenho ​​estava bem. Ele só pediu uma mudança. Ele queria meias brancas.

Stephen Harvey:  Salisbury ligou-me e disse que tinha duas capas que eu poderia escolher. Um era um álbum de Randy Newman, e o outra era Off the Wall de Michael Jackson. Eu escolhi Randy Newman, porque eu estava realmente dento das suas tomadas históricas em L.A. Mas depois, ele ligou-me de novo e disse, 'Randy quer um amigo dele a filmar o seu álbum, então eu vou te dar Michael Jackson ...'

Mike Salisbury: Nós concordamos que Michael iria usar sapatos loafers, como Gene Kelly usava em "An American in Paris", com as meias brancas... Eu finalmente encontrei um smoking que lhe servia, um smoking feminino. A minha esposa consegui-o no Yves St. Laurent na loja em Beverly Hills. Eu não sabia se lhe servia, mas a minha esposa sabia. Ela sabia dessas coisas.

Stephen Harvey: No dia da filmagem, Michael chega num Rolls-Royce. Estava sozinho, sem comitiva ou coisa parecida. Ele era tão pequeno atrás do volante, eu mal podia vê-lo.

Mike Salisbury: Foi ideia de Michael fimar no Griffith Observatory, porque foi lá que eles filmaram a luta de facas em "Rebel Without a Cause" [pt: Fúria de Viver]. Nós estávamos com limitação de tempo porque não tínhamos permissão para fotografar lá, e os guardas patrulhavam o lugar. A casa de banho dos homens estava trancada, mas a das mulheres estava aberta, então Michael correu para lá e colocou o smoking.

Stephen Harvey: Michael sai com o maquiador e o estilista, e começamos a filmar. O sol estava a pôr-se, e era lindo. Nós o mantivemos diante dessa meia parede branca, art deco, e eu iluminei-o assim que o pôr do sol ficou realmente escuro e rico no fundo.
 Michael fotografado no Griffith Observatory
Mike Salisbury: Estava sem vida. Michael ficou parado ali. Não havia nada do artista, com toda a energia e o desempenho ousado. Nós não queríamos dar-lhe muitas orientações, porque nós estávamos com medo de como ele poderia responder.

Stephen Harvey: Um policia apareceu e disse: "Desculpe, onde está a sua permissão?" Eu chamei a minha estilista e disse-lhe para ela tirar a licença da carrinha. Então ela ficou rastejando com as mãos e joelhos pela carrinha, procurando essa licença que não estava lá. O policia disse: "Você não tem permissão, tem que sair daqui!"

Mike Salisbury: Fomos a casa de Michael, e há esta réplica da estátua de David de Donatello no hall de entrada, e imediatamente eu digo, 'Isso é o que precisamos - atitude e estilo!'

Estátua de David de Donatello

Então eu digo a Michael, 'Olha, temos que refazer estas fotografias"E ele foi muito receptivo. Fomos ao estúdio do Steve, Michael equipou-se novamente. Colocamo-lo diante de um pano de fundo, e novamente, não funcionou. Ele simplesmente não animava. Então eu corro para fora do estúdio, pelo beco, e eu vejo esta parede de tijolo com um cais de carregamento.



Stephen Harvey: Isto foi na Crossley's Flowers em Los Angeles, algumas portas abaixo do meu estúdio no Beverly Boulevard. Muita gente acha que a capa foi filmada no Farmers Market no Fairfax, mas não é isso.
Mike Salisbury: Eu agarrei Michael e levei-o para aquela doca, porque eu achei que parecia a porta traseira de um teatro da Broadway. Muito teatral.
Stephen Harvey: A câmara era uma Hasselblad de manivela. Não era accionada por motor, assim, cada vez que eu disparava, tinha que parar e dar à manivela para a foto seguinte. Era uma loucura. 
Mike Salisbury: Eu disse a Michael, 'Arregace as calças, e coloque as mãos nos bolsos! Agora puxe as suas calças, como Gene Kelly faz! Então podemos ver as meias!'

Mike Salisbury, criador da imagem de Michael Jackson para a capa de "Off the Wall."

Stephen Harvey: Foram dois rolos de filme, 12 exposições em cada um. Eu usei um flash portátil em Michael, um Norman 200B. Ainda assim eu não conseguia ver muito bem. Isso foi antes do autofoco, então alguém estava segurando uma lanterna [sobre mim], assim eu poderia incidir nele. 
Mike Salisbury: Depois eu disse, 'Dê-me um gesto, como aquele David no hall de entrada em sua casa. Agora sorria!' Tudo isso demorou talvez cinco minutos.

Stephen Harvey: Então fomos rever o filme, e a primeira coisa que eu percebi é que eu cortei o topo do seu afro. E eu, 'Oh, meu Deus! Não posso dar isso a [Salisbury]. Então eu tinha a minha estilista a levar o filme de mim para Mike. Mais tarde, ela disse-me que ele perguntou: 'Como é que cortaram o topo da sua cabeça?' E a minha estilista respondeu: 'Oh, essa é apenas uma das técnicas de Stephen. Quando se faz isso, vai-se directamente para os olhos dele!' E essa foi a foto que acabou sendo a capa!

Mike Salisbury: Eu estava apresentando Michael como uma pessoa importante, como você veria Frank Sinatra num smoking em Las Vegas. Ele era esse menino saindo debaixo da alçada do seu pai, então o smoking era uma metáfora para a maturidade.

Stephen Harvey: As pessoas ainda falam sobre essa capa. Estou tão feliz por ter conseguido essa sessão fotográfica em vez de fazer a de Randy Newman. Foi um golpe de sorte.
Mike Salisbury: Um sujeito que ensinou na Universidade de Harvard, entrevistou-me uma vez, e disse que Off the Wall foi a coisa número 1 que eu fiz na minha carreira. Acho que aceito as palavras dele.

Stephen Harvey: Mesmo que eu não tivesse fotografado isto, Off the Wall ainda seria a minha capa favorita dos álbuns de Michael Jackson. Essa capa - é a sua personalidade! É seu o elemento, seus movimentos. Quero dizer, é ele! Aquele é Michael Jackson!


Fonte: The Undefeated.com
Tradução: Espaço Michael Jackson

31/01/2017

Michael Jackson - Marvin Gaye


"Quando "What’s Going On" de Marvin Gaye foi lançado, Michael considerou-o "uma verdadeira obra-prima" e colocou a capa do álbum numa prateleira em Hayvenhurst: um ornamento a ser admirado; um exemplo a seguir. Ele ainda está lá, apoiado onde ele o deixou, até hoje."


Extracto do livro “You Are Not Alone,” por Jermaine Jackson"
Tradução: Espaço Michael Jackson



26/01/2017

Entrevista de Paris Jakson à Rolling Stone


Paris-Michael Katherine Jackson está olhando para um cadáver famoso. "É Marilyn Monroe," ela sussurra, de frente para uma parede coberta com horríveis fotos da autópsia. "E esse é o JFK. Podemos até encontrar estas on-line." Numa tarde de quinta-feira no final de Novembro, Paris está fazendo uma visita ao Museu da Morte, um apertado labirinto de horrores, perfumado de formaldeído, em Hollywood Boulevard. Não é incomum para os visitantes, confrontados com fotos decapitação, filmes de estupro e objectos de serial-killer, desmaiar, vomitar ou as duas coisas. Mas Paris, não muito distante das fases emo e gótica da sua adolescência, parece achar tudo de alguma forma calmante. Esta é sua nona visita. "É incrível", ela tinha dito no caminho. "Eles têm uma cadeira eléctrica verdadeira e uma cabeça verdadeira!"

Paris Jackson completou 18 anos em Abril passado, e de um momento para outro a cada momento, pode parecer muito mais velha ou muito mais jovem, tendo vivido uma vida que oscilava entre protegida e angustiantemente exposta. Ela é uma pura criança do século 21, com o seu sentido de moda hippie-punk misturado (hoje ela está usando uma camisa tie-dye com botões, jeggings e tênis Converse high-tops) e gostos musicais sem limites (ela decorou os seus tênis com letras de músicas de Mötley Crüe e Arctic Monkeys, está obcecada com Alice Cooper - ela chama de "bae" - e o cantor e compositor Butch Walker, adora Nirvana e Justin Bieber também). Mas ela é mais ainda, a filha de seu pai. "Basicamente, como pessoa, ela é como o meu pai", diz o seu irmão mais velho, Prince Michael Jackson. "A única coisa diferente é a sua idade e o sexo." Paris é semelhante a Michael, acrescenta ele, "em todos os seus pontos fortes, e quase todas as suas fraquezas também. Ela é muito apaixonada. Ela é muito emocional ao ponto de deixar a emoção nublar o seu julgamento."

Paris, com uma velocidade impressionante, adquiriu mais de 50 tatuagens, as primeiras foram feitas secretamente enquanto menor de idade. Nove deles são dedicados a Michael Jackson, que morreu quando ela tinha 11 anos de idade, levando-a a ela, Prince e o seu irmão mais novo Blanket, numa espiral fora do que tinha sido - como eles perceberam - Um pequeno mundo enclausurado e quase idílico. "Dizem sempre:" O tempo cura ", diz ela. "Mas realmente não, nós apenas nos habituamos, eu vivo pensando 'OK, eu perdi a única coisa que sempre foi importante para mim'. Então, no futuro, qualquer coisa ruim que aconteça não pode ser tão ruim quanto o que aconteceu antes. Michael ainda a visita em seus sonhos, disse ela: "Eu sinto-o comigo o tempo todo."

Michael, que via-se como Peter Pan, gostava de chamar a sua única filha, Tinker Bell. Ela tem FAITH, TRUST AND PIXIE, tatuado perto da sua clavícula. Tem uma imagem da capa do Dangerous no seu antebraço, o logotipo Bad na sua mão, e as palavras QUEEN OF MY HEART - com a letra do seu pai, de uma carta que ele escreveu para ela - no interior do seu pulso esquerdo. "Ele só me trouxe alegria", diz ela. "Então por que não ter lembranças constantes de alegria?"

Ela também tem tatuagens em homenagem John Lennon, David Bowie e Prince, outrora rival de seu pai - além de Van Halen, e no seu lábio interior, a palavra MÖTLEY (o seu namorado tem CRÜE no mesmo local). No seu pulso direito está uma pulseira de corda e jade que Michael comprou em África. Ele estava a usá-la quando morreu, e a ama de Paris a recuperou para ela. "Ainda cheira a ele", diz Paris.

Ela fixa os seus enormes olhos azul-esverdeados em cada uma das atrações do museu sem hesitar, até que chega a uma secção de animais empalhados. "Na realidade não gosto desta sala", diz ela, enrugando o nariz. "Há coisas que eu não tolero com os animais, não posso fazê-lo, isso parte-me o coração." Ela recentemente salvou um cãozinho pit-bull-mix hiperativo, Koa, que tem uma convivência desconfortável com o Kenya, um labrador que o seu pai trouxe para casa uma década atrás.

Paris descreve-se como "dessensibilizada" até mesmo as lembranças mais gráficas da mortalidade humana. Em Junho de 2013, afogando-se na depressão e uma dependência de drogas, ela tentou matar-se aos 15 anos, cortando o pulso e tomando 20 comprimidos de Motrin. "Era apenas ódio de mim própria", diz ela, "baixa auto-estima, pensando que eu não conseguia fazer nada direito, pensando que eu não era digna de viver mais." Ela feriu-se, cortando-se, conseguindo escondê-lo da sua família. Algumas das suas tatuagens agora cobrem as cicatrizes, bem como as que ela diz serem marcas de consumo de drogas. Antes disso, ela já tinha tentado o suicídio "várias vezes", diz ela, com uma risada incongruente. "Foi apenas uma vez que se tornou público." O hospital tinha uma "regra de três delitos", lembra ela, e após essa última tentativa, insistiu que ela frequentasse um programa de terapia residencial.

Educada em casa antes da morte de seu pai, Paris tinha concordado em frequentar uma escola particular a partir do sétimo ano. Ela não se encaixava – de modo nenhum - e começou a sair com as únicas crianças que a aceitaram, "um monte de pessoas mais velhas fazendo muitas coisas loucas", diz ela. "Eu estava fazendo muitas coisas que com 13, 14, 15 anos de idade não devia fazer. Eu tentei crescer muito rápido, e eu não era realmente aquela pessoa agradável." Ela também enfrentou o cyberbullying, e ainda luta com comentários cruéis on-line. "Toda a liberdade de expressão é óptima", diz ela. "Mas eu não acho que os nossos Founding Fathers tenham previsto a comunicação social, quando eles criaram todas essas alterações e outras coisas."

Houve outro trauma que ela nunca mencionou em público. Quando ela tinha 14 anos, um "completo estranho" muito mais velho atacou-a sexualmente, diz ela. "Eu não quero dar muitos detalhes, mas não foi uma boa experiência, e foi muito difícil para mim, e na época, eu não contei a ninguém".

Depois de sua última tentativa de suicídio, ela passou o segundo ano e metade do primeiro numa escola terapêutica em Utah. "Foi óptimo para mim", diz ela. "Eu sou uma pessoa completamente diferente." Antes, diz ela com um pequeno sorriso: "Eu estava louca, eu estava realmente louca, eu estava passando por muito, tipo angústia de adolescente. E eu também estava lidando com a minha depressão e minha ansiedade, sem qualquer ajuda. "Seu pai, disse ela, também lutou com a depressão, e ela foi prescrita com os mesmos antidepressivos que ele tomou uma vez, embora ela já não esteja com qualquer medicação psicológica.

Agora, sóbria e mais feliz, com cigarros de mentol, seu principal vício restante, Paris saiu da casa de sua avó Katherine pouco depois de seu aniversário de 18 anos, indo para a antiga propriedade da família Jackson. Ela passa quase todos os minutos de cada dia com seu namorado, Michael Snoddy, um baterista de 26 anos - ele toca com o conjunto de percussão Street Drum Corps - e nativo da Virgínia, cujo mohawk tingido, tatuagens e calças sempre descaídas não obscurecem o aspeto do rapaz da banda. "Eu nunca conheci ninguém antes que me fizesse sentir como a música me faz sentir", diz Paris. Quando se conheceram, ele tinha uma tatuagem mal ponderada, da bandeira Confederada, agora coberta, que levantou dúvidas compreensíveis entre os Jacksons. "Mas quanto mais eu o conhecia", diz Prince, "sei que ele é uma boa pessoa."


Paris fez uma rápida tentativa no colégio da comunidade depois de terminar o ensino médio - um ano mais cedo - em 2015, mas não estava sentindo isso. Ela é uma herdeira de uma fortuna gigantesca - o Michael Jackson Family Trust, é provável que valha mais de um milhar de milhões, com desembolsos faseados para as crianças. Mas ela quer ganhar o seu próprio dinheiro, agora que ela é legalmente adulta, para abraçar sua outra herança: a celebridade.

E no final, como filha carismática e linda, de um dos homens mais famosos que já viveu, que escolha ela tinha? Ela é, por agora, modelo, atriz, um trabalho em andamento. Ela pode, quando quer, exibir uma postura régia que é quase intimidante, enquanto permanece fria o suficiente para se tornar amiga com seu tatuador. Ela tem maneiras impecáveis ​​– pode-se adivinhar que ela foi bem educada. Ela ficou encantada com o produtor e diretor Lee Daniels numa reunião recente que ele falou com seu empresário sobre um papel para ela no seu programa Star da Fox. Ela toca alguns instrumentos, escreve e canta canções (ela tocou algumas para mim na guitarra acústica, e pareceu promissor, apesar de serem mais Laura Marling do que MJ), mas não é certeza se ela vá avançar com um contracto de gravação.

O trabalho de modelo, em particular, vem naturalmente, e ela acha terapêutico. "Eu tive problemas de auto-estima por um tempo muito, muito longo", diz Paris, que compreende as escolhas de cirurgia plástica do seu pai, depois de assistir online trolls dissecar a sua aparência desde que ela tinha 12 anos. "Muitas pessoas acham que eu sou feia, E muitas pessoas não. Mas há um momento em que estou a posar onde eu me esqueço das minhas questões de auto-estima e me concentro no que o fotógrafo me diz - e eu me sinto bonita. E nesse sentido, é egoísta".

Mas, na maior parte das vezes, ela compartilha os impulsos do seu pai para curar o mundo "Estou muito assustada com a Grande Barreira de Corais", diz ela, "está morrendo. Todo este planeta está. Pobre Terra." Vê a fama como um meio de chamar a atenção para favorecer causas. "Eu nasci com esta plataforma", diz ela. "Eu vou desperdiçá-lo e esconder-me? Ou vou fazer isso crescer e usá-lo para coisas mais importantes?"

Seu pai não se importaria. "Se você quer ser maior do que eu, você pode", ele lhe diria. "Se você não quer ser, você pode, mas eu só quero que você seja feliz."

No momento, Paris vive no estúdio privado onde seu pai gravou "Beat It". A casa principal do estilo Tudor, no agora vazio complexo da família Jackson, no bairro de Los Angeles em Encino - comprado por Joe Jackson em 1971 com alguns dos primeiros royalties da Motown dos Jackson 5 e reconstruído por Michael nos anos 80 - está em reforma. Mas o estúdio, construído por Michael num prédio de tijolos do outro lado do pátio, é aproximadamente do tamanho de um apartamento decente em Manhattan, com a sua própria cozinha e casa de banho. Paris tornou-o num dormitório acolhedor de vibrações positivas.


Traços de seu pai estão em toda parte, mais inequivocamente nas obras de arte que encomendou. Fora do estúdio há uma foto emoldurada, feita em estilo Disney, de um castelo em desenho animado, no cimo de uma colina com um Michael caricaturado em primeiro plano, um garoto pequeno, loiro abraçando-o. Com a legenda "Of Children, Castles & Kings." 


No interior, está um mural ocupando uma parede inteira, com outro desenho de Michael no canto, segurando um livro verde intitulado The Secret of Life.


A decoração escolhida por Paris é um pouco diferente. Há uma imagem de Kurt Cobain na casa de banho, um cartaz dos Smashing Pumpkins na parede, um laptop com Against Me! E etiquetas do NeverEnding Story, tapeçarias com padrões psicadélicos, muitas velas falsas. Discos de vinil (Alice Cooper, Rolling Stones) servem como decoração de parede. Na cozinha, pousado casualmente sobre o balcão, há um disco de platina emoldurado, inscrito para Michael por Quincy Jones ("eu o encontrei no sótão", Paris encolhe os ombros).
Por cima de uma garagem adjacente, tem um mini-museu criado por Michael como um presente surpresa para a sua família, com as paredes e até tetos cobertos com fotos da história deles. Michael costumava ensaiar movimentos de dança nesse quarto; Agora namorado de Paris tem seu kit de bateria montado lá.


Dirigimo-nos a um restaurante de sushi nas proximidades, e Paris começa a descrever a vida em Neverland. Ela passou seus primeiros sete anos no mundo de fantasia de 2.700 acres de seu pai, com seu próprio parque de diversões, zoológico e cinema. ("Tudo o que eu nunca consegui fazer quando era criança", disse Michael.) Durante esse tempo, ela não sabia que o nome de seu pai era Michael, e muito menos tinha qualquer compreensão da sua fama. "Eu apenas pensei que seu nome era pai, paizinho", diz ela. "Nós realmente não sabíamos quem ele era, mas ele era nosso mundo e nós éramos o seu mundo." (Paris declarou no ano passado, Captain Fantastic, onde Viggo Mortensen desempenha um pai excêntrico que tenta criar um refúgio utópico para seus filhos,  é o seu "filme favorito.")

"Nós não podíamos simplesmente ir para os divertimentos sempre que queríamos", lembra ela, andando numa estrada escura perto do complexo de Encino. Ela gosta de caminhar ao longo do divisor da faixa, muito perto dos carros - isso deixa o seu namorado louco, e eu também não gosto muito disso. "Nós tínhamos uma vida bastante normal, tal como, nós tínhamos escola todos os dias, e tínhamos que ser bons. E se nós fôssemos bons, aos fins de semana poderíamos escolher se íamos ao cinema ou ver os animais ou o que quer que seja, mas se tivéssemos tido um mau comportamento, então não iríamos fazer todas essas coisas."

No seu livro de memórias de 2011, o irmão de Michael, Jermaine, chamou-o de "um exemplo do que a paternidade deveria ser." Ele incutiu neles o amor que a Mãe nos deu e forneceu o tipo de paternidade emocional que nosso pai, sem culpa sua, não pode. Michael foi pai e mãe em um só."

Michael deu às crianças a opção de irem para a escola normal. Eles recusaram. "Quando você está em casa", diz Paris, "o seu pai, que você ama mais do que qualquer coisa, vai ocasionalmente entrar, no meio da aula, e é como," Fixe, não há mais aulas por hoje. Vou sair com o pai. Nós éramos assim, 'Nós não precisamos de amigos, nós temos-te a ti e o Disney Channel!' "Ela era, ela reconhece, "uma criança realmente estranha."

O seu pai ensinou-lhe como cozinhar, principalmente comida afro-americana, . "Ele era um bom cozinheiro”, disse ela. "O seu frango frito é o melhor do mundo. Ele ensinou-me a fazer tarte de batata doce." Paris está cozinhando quatro tartes, mais o gumbo, para o Dia de Acção de Graças da avó Katherine - que realmente ocorre no dia antes do feriado, em consideração às crenças de Katherine que é Testemunhas de Jeová.

Michael educou Paris em todos os géneros concebíveis de música. "Meu pai trabalhou com Van Halen, então comecei a apreciar Van Halen", disse ela. "Ele trabalhou com Slash, então eu comecei a apreciar Guns N 'Roses. Ele deu-me a conhecer Tchaikovsky e Debussy, Earth, Wind and Fire, the Temptations, Tupac, Run-DMC."

Ela diz que Michael enfatizava a tolerância. "Meu pai criou-me numa casa sem preconceitos ", disse ela. "Eu tinha oito anos de idade, apaixonada por essa mulher na capa de uma revista, em vez de gritar comigo, como a maioria dos pais homofóbicos, ele fez troça de mim, tipo, 'Oh, tu tens uma namorada'.

"O seu foco número um para nós", diz Paris, "além de nos amar, era a educação. E ele não era tipo, 'Oh, sim, o poderoso Colombo veio a esta terra!' Ele era tipo, 'Não. Ele fodeu os nativos matando-os.' "Será que ele realmente falou assim? "Ele tinha uma espécie de boca suja, ele xingava como um marinheiro." Mas ele também era "muito tímido".

Paris e Prince estão bastante conscientes das dúvidas do público sobre a sua filiação (o irmão mais novo, Blanket, com a sua pele mais escura, é objecto de menos especulação). A mãe de Paris é Debbie Rowe, uma enfermeira que Michael conheceu enquanto trabalhava para seu dermatologista, o falecido Arnold Klein. Eles tinham o que soa como um casamento não convencional de três anos, durante o qual, Rowe uma vez testemunhou, nunca partilharam uma casa. Michael disse que Rowe queria ter seus filhos "como presente" para ele. (Rowe disse que o nome de Paris vem do local da sua concepção.) Klein, seu empregador, foi um dos vários homens - incluindo o actor Mark Lester, que interpretou o papel principal em 1968 filme Oliver! - que sugeriram que poderiam ser o pai biológico de Paris.

Entre camarão panado e Sushi, Paris concorda em resolver esta questão para o que ela diz que será a única vez. Ela poderia optar por uma resposta fácil e lógica, poderia apontar que não importa, que de qualquer forma, Michael Jackson era seu pai. Isso é o que seu irmão - que se descreve como "mais objectivo" do que Paris - parece sugerir. "Toda vez que alguém me pergunta isso", diz Prince, "eu pergunto: 'Qual é a questão? Que diferença faz?' Especificamente para alguém que não está envolvido na minha vida, como é que isso afeta a sua vida? Isso não muda a minha."

Mas Paris tem a certeza de que Michael Jackson era seu pai biológico. Ela acredita com uma fervência que é ao mesmo tempo tocante e no momento, totalmente convincente. "Ele é meu pai", diz ela, fazendo um feroz contato visual. "Ele sempre será meu pai, nunca deixou de o ser, e nunca deixará. As pessoas que o conheciam muito bem dizem que o vêem em mim, que é quase assustador.

"Eu considero-me negra", diz ela, acrescentando depois que seu pai "me olhava nos olhos, apontava-me o dedo e dizia: 'tu é negra. Orgulha-te das tuas raízes.' E eu dizia 'OK, ele é meu pai, por que ele mentiria para mim?' Então acredito no que ele me disse, porque ele nunca mentiu para mim.

"A maioria das pessoas que não me conhecem dizem que eu sou branca", admite Paris. "Eu tenho pele clara e, especialmente desde que eu tenho o meu cabelo loiro, eu pareço ter nascido na Finlândia ou algo assim." Ela ressalta que não é desconhecido que as crianças de raças mistas se parecerem com ela - observando com precisão que a sua cor e a sua cor de olhos, são semelhantes às do actor de TV Wentworth Miller, que tem um pai preto e uma mãe branca.

Actor Wentworth Miller

No início, ela não tinha relação com Rowe. "Quando eu era muito, muito jovem, minha mãe não existia", lembra-se Paris. Eventualmente, ela percebeu que "um homem não pode dar à luz uma criança" - e quando ela tinha 10 anos ou mais, ela perguntou a Prince: "Nós temos que ter uma mãe, certo?" Então ela perguntou ao seu pai. "E ele disse, 'Sim.' E eu fiquei tipo, 'Qual é o nome dela?' E ele disse, 'Debbie.' E eu fiquei tipo, 'OK, bem, eu sei o nome.' "Depois da morte de seu pai, ela começou a pesquisar sua mãe on-line, e elas encontraram-se quando Paris tinha 13 anos.


Na sequência do seu tratamento em Utah, Paris decidiu chegar novamente a Rowe. "Ela precisava de uma figura materna", diz Prince, que se recusa a comentar sobre sua própria relação, ou falta dela, com Rowe. (O empresário de Paris recusou-se a disponibilizar Rowe para uma entrevista, e Rowe não respondeu ao nosso pedido de comentário.) "Eu tive muitas figuras maternas", diz Paris, citando a sua avó e amas, entre outras, Mas no momento em que minha mãe entrou em minha vida, não era uma coisa de "mãe", foi mais um relacionamento adulto." Paris vê-se em Rowe, que acaba de completar um ciclo de quimioterapia numa luta contra o cancro de mama: "Nós duas somos muito teimosas."

Paris não tem certeza do que Michael sentia por Rowe, mas diz que Rowe estava "apaixonada" por seu pai. Ela também está certa de que Michael amava Lisa Marie Presley, de quem se divorciou dois anos antes do nascimento de Paris: "No vídeo da música 'You Are Not Alone', eu posso ver como ele olhava para ela, ele estava totalmente rendido", disse ela com um riso carinhoso.

Paris Jackson tinha cerca de nove anos quando percebeu que grande parte do mundo não via o seu pai da maneira como ela o via fez. "Meu pai chorava para mim à noite", diz ela, sentada no balcão de uma cafeteria de Nova York em meados de Dezembro, segurando uma pequena colher na mão. Ela começa a chorar também. "Imagine o seu pai chorando para você sobre o mundo odiando-o por algo que ele não fez. E para mim, ele era a única coisa que importava. Ao ver todo o meu mundo a sofrer, comecei a odiar o mundo por causa do que eles estavam a fazer com ele. Eu pensava: 'Como é que as pessoas podem ser tão maldosas?' "Ela faz uma pausa. "Desculpe, estou a ficar emocionada."

Paris e Prince não duvidam de que seu pai estava inocente das múltiplas alegações de abuso de crianças contra ele, que o homem que eles conheciam era o verdadeiro Michael. Novamente, eles são persuasivos - se eles pudessem ir de porta em porta falando sobre isso, eles poderiam influenciar o mundo. "Ninguém, além dos meus irmãos e eu o viu lendo A Light in the Attic para nós à noite antes de irmos para a cama", diz Paris. "Ninguém teve a experiência de o ter como pai, e se tivessem, toda a percepção dele seria completamente e para sempre mudada". Sugeri gentilmente que o que Michael lhe disse nessas noites era muito para uma criança de nove anos de idade. "Ele não nos enganou", respondeu ela. "Você tenta dar às crianças a melhor infância possível, mas você também tem que as preparar para o mundo de merda."

O julgamento de Michael em 2005 terminou numa absolvição, mas destruiu a sua reputação e alterou o curso de vida da sua família. Ele decidiu deixar Neverland para sempre. Eles passaram os quatro anos seguintes viajando pelo mundo, passando longos períodos de tempo no interior da Irlanda, em Bahrein, em Las Vegas. Paris não se importava - era emocionante, e o lar era onde estava o seu pai.

Em 2009, Michael estava a preparar-se para um grande retorno na O2 Arena de Londres. "Ficamos entusiasmados com isso", lembra Paris. "Ele disse: 'Sim, vamos morar em Londres por um ano'. Estávamos super animados - já tínhamos uma casa lá, onde íamos viver." Mas Paris lembra-se de sua "exaustão" quando os ensaios começaram. "Eu dizia-lhe, 'Vamos tirar uma soneca'", diz ela. "Porque ele parecia cansado, nós estávamos na escola, no andar de baixo na sala de estar, e víamos a poeira cair do teto e ouvíamos o som das pisadas porque ele estava ensaiando lá em cima."

Paris tem uma aversão persistente à AEG Live, os promotores por trás da planeada turnê This Is It – a sua família perdeu um processo de morte por negligência contra eles, com o júri a aceitar o argumento da AEG que Michael era responsável pela sua própria morte. "AEG Live não trata seus artistas corretamente", alega. - Eles os drenam e os matam. (Um representante da AEG recusou comentar.) Ela descreve ter visto Justin Bieber em uma recente turnê e estar "assustada" por ele. Olhei para o meu bilhete, vi AEG Live, e pensei em como meu pai estava exausto o tempo todo, mas não conseguia dormir.

Paris culpa o Dr. Conrad Murray - que foi condenado por homicídio involuntário na morte de seu pai - pela dependência do anestésico propofol droga que levou a ele. Ela o chama de "médico", com citações satíricas. Mas ela tem suspeitas mais escuras sobre a morte de seu pai. "Ele dava pistas sobre pessoas que o queriam apanhar", diz ela. "E a certa altura ele dizia tipo, 'Eles vão me matar um dia.'" (Lisa Marie Presley disse à Oprah Winfrey sobre uma conversa semelhante com Michael, que expressou temores de que forças não identificadas estavam alvejando-o para chegar a sua metade do catálogo de música da Sony / ATV, vale centenas de milhões.)

Paris está convencida de que seu pai foi, de alguma forma, assassinado. "Absolutamente", diz ela. "Porque é óbvio, todas as setas apontam para isso, parece uma total teoria de conspiração e parece uma treta, mas todos os verdadeiros fãs e todos na família sabem disso, foi uma armadilha.

Mas quem teria querido Michael Jackson morto? Paris faz uma pausa por alguns segundos, talvez considerando uma resposta específica, mas apenas diz: "Muita gente". Paris quer vingança, ou pelo menos justiça. "Claro", diz ela, com os olhos brilhando. "Eu definitivamente quero, mas é um jogo de xadrez, e estou tentando jogar o jogo de xadrez da maneira certa, e isso é tudo o que posso dizer sobre isso agora".

Michael fazia os seus filhos usarem máscaras em público, uma manobra de protecção que Paris considerava "estúpida", mas mais tarde veio a entender. Por isso, foi ainda mais impressionante quando uma garota corajosa caminhou espontaneamente até ao microfone no serviço memorial televisivo de seu pai, em 7 de Julho de 2009. "Desde que nasci", ela disse, "O pai foi o melhor pai que possam imaginar, e eu só queria dizer que eu o amo tanto."


Ela tinha 11 anos, mas sabia o que estava a fazer. "Eu sabia que depois haveria muita conversa de merda", diz Paris, "muita gente questionando ele e como ele nos criou. Essa foi a primeira vez que eu o defendi publicamente e definitivamente não será a última. " Para Prince, sua irmã mais nova mostrou naquele momento que tinha "mais força do que qualquer um de nós".

No dia seguinte à sua viagem ao Museu da Morte, Paris, Michael Snoddy e Tom Hamilton, dirigem-se para Venice Beach. Damos uma volta pela calçada, e Snoddy lembra um breve período como artista de rua aqui, quando ele se mudou para Los Angeles, tamborilando em baldes. "Não foi mau", diz ele. - Fiz uma média de cem dólares por dia.

Paris tem o cabelo em rabo de cavalo. Está usando óculos de sol com lentes circulares, uma camisa de xadrez verde sobre leggings e uma mochila Rasta-rainbow. Ela não está de bom humor hoje. Não fala muito e se apega a Snoddy, que está com uma T.Shirt Willie Nelson com as mangas cortadas.

Dirigimo-nos para os canais, alinhados com casas ultra modernas que Paris não gosta. "Elas são muito desagradáveis", diz ela. "Isso não grita, 'Ei, venham jantar!'" Ela ficou encantada por encontrar um grupo de patos. "Olá amigos!" Ela grita. "Venham brincar connosco!" Entre eles está o que parecem ser um casal de aves apaixonado, remando através da água rasa em estreita formação. Paris suspira e aperta a mão de Snoddy. "Objetivos", diz ela. "Hashtag Objetivos".

Seu espírito está levantando, e nós andamos de volta para a praia para ver o pôr-do-sol. Paris e Snoddy saltam sobre uma barreira de betão frente ao espectáculo laranja-cor-de-rosa. É um momento de paz, até que uma mulher de meia-idade com roupas de jogging néon e meias até ao joelho, passa. Ela sorri para o casal enquanto aperta um botão num tipo de aparelho de música minúsculo amarrado à sua cintura, desencadeando uma antiga canção de música trance. Paris ri e vira-se para seu namorado. Como o sol desaparecendo, eles começam a dançar.

Texto original em Inglês:  Rolling Stone.com
Tradução: Espaço Michael Jackson



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