12/10/2014

Carta de Michael Jackson à imprensa

Em 12 de Outubro de 1987, no meio de uma turnê mundial, Michael quebra o silêncio de quatro anos para emitir um grito de dor, no Japão.



Esta nota foi escrita por Michael no Hotel Capitol Tóquio, no Japão em 1987, devido aos constantes ataques da imprensa.


"Como um velho provérbio indiano diz. Não julgue um homem até ter andado duas luas nos seus mocassins. A maioria das pessoas não me conhecem, é por isso que escrevem coisas das quais a maioria não são verdadeiras. Eu choro com muita frequência porque isso dói, e eu me preocupo com as crianças, todos as minhas crianças por todo o mundo, eu vivo para elas. Se um homem não pode dizer nada que ele possa provar contra um personagem, a história não pode ser escrita. Animais não atacam por maldade, mas porque querem viver, é o mesmo com aqueles que criticam, eles querem nosso sangue, não nossa dor. Mas eu ainda tenho que alcançar os meus objectivos, eu tenho que procurar a verdade em todas as coisas. Tenho que suportar pelo poder que fui enviado para o mundo para as crianças. Mas tenham piedade, porque eu estou sangrando já há muito tempo.
MJ."


No seu livro “My Family, The Jacksons” Katherine descreve quando Michael teve que ir para a sua primeira turnê no Japão, enquanto o seu álbum Bad, estava a ser lançado.

Ela prometeu mantê-lo atualizado sobre os progressos e o que a imprensa dizia sobre ele.

Num desses telefonemas Michael disse à mãe: “Mãe, chegou ao ponto de quando me dizem que você está no telefone, eu não quero atender a chamada, porque tenho medo que você tenha outra coisa negativa para me dizer. E é difícil para mim trabalhar quando ouço essas coisas, porque me incomoda”

Katherine disse: “ Infelizmente as histórias perturbavam Michael a tal ponto que ele acabou escrevendo uma carta aberta à imprensa, no seu quarto de hotel.

Katherine disse que ela chorou quando leu a carta e que ela deseja que a imprensa “conheça o Michael que eu conheço”

No livro de Katherine, o contexto desta carta é levado como um ponto final sobre o assunto: “A carta de Michael representava a sua ‘palavra final’ aos seus críticos . Um tempo depois Joe e eu juntamo-nos a ele no Japão, para os seus concertos finais lá, o seu foco voltou 100% para a sua turnê”.

Michael poderia ter pensado que a comunicação social o iria compreender ou pelo menos levar em conta a sua mensagem e deixa-lo em paz. Mas todos nós sabemos que não foi assim! Em qualquer caso, ele pelo menos decidiu ignora-los.


4 comentários:

  1. Mas tenham piedade, porque eu estou sangrando já há muito tempo.
    MJ."

    Toda vez que leio isso me corta a alma. Num mundo perfeito ele teria sido ouvido.

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    1. Elisa, e isso foi em 1987... Dá para imaginar o quanto ele 'sangrou' com tudo o que aprontaram com ele, dai para a frente. :'(

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  2. Que horror, meu Deus.. mas me dá nítida impressão que nos USA Michael incomodava, e isto me leva à politica.. ele cutucava as autoridades e isto não era bom.. ele mostrava uma realidade que os americanos tentavam encobrir... sempre colocando os USA como lindo e maravilhoso... acho que isto está bem claro.. me espanta que os brasileiros baba ovos dos americanos não entenderam isso e também entraram nesta onda de copiar as manchetes americanas, como este tal de TMZ lixo...

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    1. Num pais racista como os Estados Unidos, ser negro e rico, era uma afronta...

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